Posts Taggeados com ‘What is now What is next’

how-to: don’t forget to dream


Aqui, sem som

Ou clicando aqui things to learn para ouvir com som

De Matt Edgar

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goodbye notebooks?


Me parece que antes que desapareçam os livros, são os notebooks que estão fadados ao desaparecimento. No Japão – um país que está pelo menos 5 anos à nossa frente no quesito tecnologia – pelas ruas, cafés e locais públicos, o que se vê são pessoas empunhando seus celulares de última geração, digitando, socializando, produzindo conteúdo. Os notebooks são peça rara; difícil de se encontrar no meio da multidão alguém que os tenha. Até hoje, eu achava que essa realidade estava um pouco distante, ainda me sentido presa ao meu trambolho (tenho notebook e netbook, e nenhum dos dois me satisfaz plenamente), até que vejo o iPad e  me pergunto se ele vai realmente mudar tudo como fez seu irmão mais velho iPod (em outros quesitos, obviamente). A sensação de que ele ainda é muito intermediário a muita coisa que já existe e que virá a existir me incomoda, mas ele não deixa de ser uma mola propulsora para o adeus definitivo aos notebooks. Não parece?

(0 macbook cover é da Twelve South)

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go local or import?


Um diagrama muito interessante publicado no PSFK ano passado, mostra as vantagens de se comprar localmente, em vez de ir atrás do que vem de fora.

Basicamente, fica claro que incentivar o local business é muito mais importante para o crescimento de uma comunidade, que o inverso. Eles inclusive doam mais dinheiro à comunidade e instituições que os outros.

Além disso, normalmente sua matéria-prima também é local, o que implica em menor desperdício em transporte e com isso, menor impacto na natureza, no trânsito, etc.

Outro fator de interesse imediato ao consumidor é que uma quantidade maior de pequenos negócios locais gera competição natural, e por isso, mais inovação e menores preços!

E que fique claro: a lojinha daquela marca importada que abriu uma portinha do lado da sua casa não é local business. O que vale é sua origem (como quando compramos orgânicos).

Fica a dica!

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e por falar em spfw: de olho na moda


Só para aproveitar o embalo da semana de moda em São Paulo, eis aqui alguns destaques do que estão trazendo para o inverno, lembrando que o mais interessante disso tudo é entender de onde vem a inspiração, a referência, a mistura, e como pode ficar mais interessante agregando a sua personalidade.

Como bem colocado aqui, muitas das inovações que surgem – incluindo as do mundo da moda – podem parecer bizarras a princípio, e de repente, tornam-se essenciais e não sabemos viver sem.

Você usaria um protetor de salto, como a Camila, do Garotas Estúpidas, mostrou na foto que tirou no evento?

Feito de silicone, pode ajudar a proteger o salto na hora de dirigir, para andar em terrenos com grama, terra, areia. Mas vale comprometer a estética?

A Camila também mostrou essa foto, tirada no lounge da Arezzo, da sua nova linha de esmaltes.

É interessante ver como esmaltes entraram com tudo no ambiente fashion, sendo produzidos por empresas cujo core business é outro (como a Arezzo), ou criados em cores especiais por grandes estilistas (o Reinaldo Lourenço criou uma coleção especial para a Risqué, como mostrou a Vic Ceridono na foto abaixo).

Outra coisa legal de notar é a mistura de estações. Curtos e nudes, que foram febre no verão, seguem no inverno, com uma pegada um pouco diferente, mais pesada e militar.

E a maquiagem, cada vez mais festiva! Quer brilhar? Pode ir em frente, sem medo de ser feliz.
Vários desfiles trouxeram as modelos usando glitter nos olhos, blushes brilhantes e gloss.

Esse glitter prata abaixo, é lindo. Também da galeria da Vic.

E como tuitado pela Luana, seguindo a onda do glitter nos olhos e, voltando aos esmaltes, bonito vai ser metálico!

Olha o da Impala, na foto da Vic:

A SPFW mal começou e já dá pra ter uma ideia de como vai ser esse inverno. Uma mistura bonita de rock’n'roll, militar, feminino, brilhante. E com algumas novidades “tecnológicas” que ainda vamos ver se acostumamos!

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how to: innovation integration timeline


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gentileza gera gentileza


Há alguns anos atrás minha irmã foi para um congresso em Praga e voltou expert em caminhar pelas ruas entruncadas da cidade e em reconhecer um bom bar. No quesito bar, ela voltou com uma notícia que muito me surpreendeu e me instigou: eis que trata-se de um costume local a cobrança de dois absintos a cada um consumido, para que este segundo possa ser consumido por alguém que chegue ao bar sem dinheiro.

Estranho mas lindo, não é? Imagine-se caminhando pelas ruas geladas de Praga pensando em ingerir algo que lhe aqueça quando você se dá conta que está sem um tostão furado…

Bom, passado este tempo, e ainda admirada com a gentileza etílica dos tchecos, me deparo com dois empreendimentos com espíritos semelhantes baseados na mais pura gentileza urbana.

O Ogori Café, descoberto por um cara de Portland em visita ao Japão, tem um sistema onde aquilo que você pede não é aquilo que você recebe. Ou seja, você pede um suco e pode receber um pacote de salgadinhos pedido pela pessoa que comprou antes de você, que por sua vez deve ter recebido o café da pessoa que veio antes dela.

 

Se no Ogori Café você compartilha experiências, em São Paulo você compartilha gentileza em forma de cafezinho.

A doce brincadeira acontece no Ekoa Café onde qualquer cliente pode deixar um café pago com um recado, poema, ideia, desenho. Na lousa do local, as bebidas disponíveis são indicadas e qualquer pessoa pode solicitar uma delas para beber na hora.

Interessante a forma como os três casos mostram como é possível agregar um valor social e de relação com o próximo em uma pequena compra como uma bebida, um salgadinho ou um café. E isso gera conectividade, interesse e curiosidade!

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cause marketing


Apostar em grandes causas ao invés de anunciar no Super Bowl? Investir dinheiro em projetos sociais criados por seus clientes deixando de lado a propaganda (convencional)? O cause marketing tem aparecido com frequência como forma de gerar engajamento e repercussão nos meios tradicionais de forma gratuita, aliando questões como imagem de marca e responsabilidade social (matando dois coelhos com uma cajadada só).

Dentre os projetos de cause marketing recentes que mais me chamaram a atenção estão o novo momento da campanha Refresh Everything da Pepsi e um projeto especial da Orange, gigante da Telecom na França.

No Refresh Everything, quebrando a tradição de estar presente no Super Bowl onde esteve presente por 23 anos, a Pepsi vai direcionar 20 milhões da sua verba de propaganda para apoiar com valores entre 5 mil dólares e 250 mil dólares a fundação de projetos sociais submetidos e eleitos através da Internet.

Já no People Projects, a Orange apoia projetos já existentes, facilitando a sua divulgação e o engajamento de voluntários, criando para isso um aplicativo no Facebook que permite a criação de páginas dedicadas aos projetos e a sua divulgação na rede social.

E é esse o papel das empresas? Usar parte de suas grandes verbas de marketing para gerar oportunidades de engajamento social? Talvez seja realmente um bom caminho, ajudando seus consumidores a se tornarem mais socialmente responsáveis, expondo e apoiando causas.

A grande discussão é: qualquer marca pode apoiar qualquer causa? Não pode ser um pouco hipócrita, por exemplo, uma marca que não adota processos sustentáveis em sua produção apoiar projetos de produção local sustentável? Não é um pouco incongruente? Talvez o cause marketing faça também com que as empresas reflitam sobre esta preocupação e que se transformem, elas próprias, em boas causas a serem seguidas.

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green now: garden collection


A fantástica H&M acaba de lançar mais uma de suas coleções lindas (adoro quase todas!), a Garden Collection.

Super primaveril, feminina, cheia de cores e flores, tudo a menos de U$60. E isso nem é o mais especial da coleção…

Legal mesmo é que ela é toda feita com matéria-prima sustentável. Garrafas PET e retalhos compõem as peças, e quem vê não acredita!

Prova de que roupa sustentável não tem que ser simples demais, com cores e cortes básicos.

Dá vontade de esticar a primavera e sair florido – e verde!- o ano inteiro!

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mismatched as business


Em algum momento alguém saiu de casa com os pares de sapatos trocados, ou com as meias que não combinavam, ou com os cadarços de cores diferentes.

E parecia acidental.

Depois, alguém achou que isso era divertido, e começou a inverter as coisas de forma proposital.

O proposital chamou a atenção, e virou produto para além de uma mera coincidência.

Nike Terminator Highs para a loja japonesa Swagger)

E para curar o mal do desaparecimento de meias, a Thorx trouxe a solução: um trio de meias ao invés de um par

Para bagunçar de vez, lojas inteiras foram criadas em cima deste conceito, oferecendo pares e trios de meias, luvas e cadarços desconectadamente divertidos (LittleMissMatched e MismatchStore)

E para aproveitar os pares perdidos, o site DoTheGreenThing criou o projeto onde luvas abandonadas viram novos pares e aquecem a mão de gente por aí

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a evolução segundo meu pai


Quando vi o filme “Peixe Grande” pela primeira vez, lembrei logo do meu pai. Foi ele quem criou as grandes fantasias da minha infância e quem ainda faz questão de sustentá-las (ainda que tenham se passado tantos e tantos anos). Quando me mudei para São Paulo nós criávamos nossa aproximação através das incríveis cartas ilustradas que ele me mandava e da nossa brincadeira de completar uma história escrita a quatro mãos e, veja bem, naquela época, com a ajuda dos Correios e não da Internet.

Mas o que me levou a escrever este post foi a constante lembrança da forma que meu pai encontrou de me ensinar História, conceito de evolução, e tudo contido nessas duas ideias. Na nossa sala da casa em Pirenópolis ele estendia metros e metros de barbante e ia fazendo nózinhos, cada vez mais próximos uns dos outros, para depois me contar com riqueza de detalhes os acontecimentos contidos em cada um desses nós. Com o passar dos séculos, mais nós iam se acumulando, e era a forma que ele tinha de mostrar como as coisas evoluíram com mais rapidez a partir da Revolução Industrial. Naquele momento, aquela sala de nossa casa secular se transformava em um mundo mágico, cheio de descobertas, guerras, tempos de paz e tanta novidade que eu era capaz de ficar ali por dias a fio, só imaginando o mundo nos nós do barbante.

Recentemente lançaram a régua da evolução, que me fez lembrar bastante da invenção do meu pai, mas que perde de longe no quesito magia…

(A Amazon vende por $ 18, aqui)

Com o começo de uma nova década, inúmeras e incontáveis revistas, jornais e publicações online fizeram não só suas projeções para os próximos anos como também relembraram o que significou a primeira década do século XXI e as inovações e tendências observadas no último século (e as previsões para 2050!).

Gráfico por Phillip Niemeyer, diretor de arte no estúdio de design Double Triple

Innovation Timeline, de 1900 a 2050, por What’s Next

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