Video super caprichado com atores renomados e produção da mais fina, só pra convidá-los a participar da temporada de shows de Rafael Castro e Os Monumentais (http://www.myspace.com/sabesp) no Tapas (http://www.tapasclub.com.br/), na Rua Augusta, 1246, às quartas-feiras de Junho (dias 09, 16, 23 e 30), 22h.
Essa última semana foi super corrida: show na quinta com Los Porongas e Neguedmundo, no Livraria da Esquina, em mais uma edição do Projeto Mais Massa que foi sensacional, intimista pra poucos e ilustres amigos, e é claro temos que agradecer a "iluminada" da vizinha dos Porongas, que nos proporcionou uma noite com uma das apresentações mais ontológicas e antológicas, pra exorcizar demônios mesmo como diria Anzol (batera dos Porongas), e sem admiradores de Duchamp's. Repertório recheado de músicas do novo cd que está em processo de finalização.
Na sexta um encontro bem bacana com os queridos do Coletivo Supernova (CE/SP), ( Marcos Maia e a Bennya) no "Compondo a Cena" produção de Daniel Groove da banda (O Sonso) no Tapas Club, em sua segunda edição com show bacana de Carlos Gadelha (O Jardim das Horas), no melhor estilo banquinho e violão/guitarra.
E depois muito bate-papo pra espantar o frio e a garoa dessa cidade cinzenta, que quer copiar Londres de todas as formas, com muito xixi de macaco! Fica a dica pra próxima sexta- feira no tapas ok.
E no sábado o Tiago foi pra Campinas no Bar do Zé, produzir a noite das bandas Dilei e Nosotros, e eu e o Rogério na mesma noite, fechamos a semana com um show muito foda da banda Mutualista no Galpão Busca Vida em Bragança Paulista-SP, muita descontração, piadas na van, o friozinho tava demais na região, mas o ambiente super família do local e o tratamento mais que carinhoso do pessoal da produção e da casa fizeram dessa noite, uma noite muito especial. Parabéns a todos! Até a gripe, e a tal dor de garganta foi embora com o drink oficial da casa, e que eu super recomendo a todos! Que noite e que venham mais shows!
Não tive como me controlar ao ouvir “Por Vir”, do Pappas Palace. Trata-se de composição daquelas que a gente ouve uma vez, não se sente satisfeito, e ouve outra, e mais uma – e, se ainda houvesse cassete, gravaríamos em um lado inteiro da fita, pra sentir a canção. E só.
Talvez seja besteira analisar racionalmente uma composição ao mesmo tão simples e tão intensa: melhor seria deixar que ela ganhasse mundo sem a interferência racional. Mas insisto: talvez tenhamos – talvez eu tenha – mais a aprender com “Por Vir” do que sequer imaginamos.
Pois deixemos o Pappas Palace e “Por Vir” de lado, por um instante. Estive há pouco no Tapas Club, na Augusta, ouvindo Bruno Souto, vocalista do Volver, no projeto Compondo a Cena, idealizado por Daniel Groove, do Sonso.
Ali, não há banda, arranjos, distorções ou efeitos: só o compositor e o violão. O público tem a chance de experimentar canções em versão crua, desnuda, na combinação única que lhe dá identidade: letra e melodia, mais nada, com a verossimilhança da interpretação ao vivo que, muitas vezes, fica obscurecida pela parafernália tecnológica. Canções que fazem pular num show da Volver ganharam ar meditativo, arrisco dizer melancólico, na versão voz-e-violão. Talvez porque toda composição e versão ao violão carregue consigo a densidade do processo criativo, em que o artista abandona um pouco de si – sem rigor acadêmico ou analítico nenhum, que fique claro. Como explicar o matiz que ganharam canções como “Próxima Estação” ou “Tão perto, Tão certo”, na noite de hoje?
Talvez essas canções não tenham ganhado matiz nenhum: talvez já estivesse nelas, em potência, na versão mais simples, toda a intensidade que o público teve a chance de perceber.
“Por Vir” não tem refrão. Uma batida ao fundo e o arranjo ao piano – o melhor instrumento para compor, foi o que me ensinou João Eduardo dos Porongas, ontem no Kabul – são toda a canção, de uma passionalidade tão extensa que me vieram lágrimas aos olhos na primeira vez que a ouvi. Na letra, o equilíbrio e a clareza que toda desesperança carrega consigo orientam o sentido: “Por vir”, ao contrário do que sugere o título, é canção que celebra o presente, no rito do arranjo ao piano – porque a vida é curta pra parar, mas é longa pra seguir. O abrir dos olhos no presente vislumbra um átimo de futuro – é o porvir, que no título já veio rasurado, fragmentário, como é o futuro, se ele não for só uma abstração.
As frases condicionais da segunda parte – “E se fosse só mentira / E se fosse brincadeira / E se fosse covardia” – redundam o périplo da passagem do tempo para todos nós: da infância, em que a mentira e o fazer-de-conta corrigem e atenuam a realidade, passando pela adolescência, em que a brincadeira é a carapaça contra a vida adulta, em que a covardia se transforma em modo de vida. Tudo besteira: a vida e a canção são feitas pra sentir, no aqui e no agora. E só: eis a conclusão simples da terceira parte, que se amarra de modo tão coerente à primeira que dá vontade de ouvir a canção de novo. E de novo: à cata do abrir de olhos, em que o presente ganha sentido na medida em que é feito para ser experimentado, sem que a orientação seja clara, apesar da claridade do que é real (roubando aqui um verso ao Jardim das Horas).
Abrir os olhos talvez seja aprender que o sentido está em experimentar as sensações, maravilhando-se à moda de criança, ainda que sejamos adultos do presente, sem parar e sem correr demais. Conseguiremos experimentar a harmonia se olhos e ouvidos estão abertos – e percebemos que o porvir está equilibrado num malabarismo frágil de letra e melodia? Julli Pop e Tatá Muniz seguem respondendo que sim, porque fico insistindo em “Por Vir”, em que me esqueço de desistir de parar da vida e me comprometo em seguir, sentir e só.
Quando falo de Saulo Duarte sempre me refiro com o carinho e o orgulho de quem fala de um irmão mais novo. É o nosso garoto-prodígio. Não mais tão garoto, principalmente quando sobe no palco, e mostra que tem conteúdo ali no que fala e toca que muita gente com anos de janela ainda não conseguiu acumular.
Saulo faz suas interpretações de Jorge Ben no Kabul, amanhã, quinta-feira. É o projeto Saulo Ben Jorge e a Unidade. Sempre muito bem acompanhado por sua banda envenenada. Ainda rola discotecagem com o DJ Formiga. E tem uma palhinha em vídeo clicando aqui.
Serviço:
Saulo Ben Jorge e a Unidade
Quinta-feira, 13 de maio, 21h (abertura da casa) e 1h (show)
Kabul - Rua Pedro Taque, 124 - Consolação
Entrada: R$15 na porta ou R$10 na lista (kabul@kabul.com.br)
Aí vem a sexta-feira e a programação pode ser em dose dupla ou para gostos distintos. Começando às 21h e de graça, Bruno Souto, vocalista e compositor da Volver participa, do projeto Compondo a Cena no Tapas Club.
Serviço:
Bruno Souto
Sexta-feira, 14 de maio, 21h
Tapas Clube - Rua Augusta, 1246
Entrada: Grátis
Saindo do Tapas você tem a opção de ficar ali por perto mesmo, mas na Bela Cintra, para acompanhar mais uma noite de pré-pista na Sonique. Quem anima por lá é o Colors Sound System, projeto dos irmãos DJs e produtores Jota Wagner e Wander A. Todas as informações aí no flyer!
Nesta quinta-feira, 11 de março, a banda O Sonso se apresenta no Tapas Club, na Rua Augusta.
Liderada pelo irreverente vocalista e letrista Daniel Groove, a banda O Sonso apresenta canções que integram, na mesma sonoridade, o rock e a canção romântica brasileira, chamada de brega, mas que a banda valoriza e ressignifica, numa obra inovadora, para fazer dançar, cantar e se emocionar. De letras fortes, potencializadas pela performance do vocalista, O Sonso veio para atingir o grande público, com a pretensão única de fazer boa música bebendo em todas as fontes.
A proposta sonora de integrar a canção romântica brasileira com a força do rock fica evidente nos arranjos e nas letras. A noção do tempo fica diluída, sintetizada a uma “ideia na cabeça, poeira na cabeça e um poema pra você” – e fica para o ouvinte essa oferta subjetiva, perceptível nos instantes da audição do CD, mas que pode ser degustada em cada verso.
Nas apresentações ao vivo, a performance de Daniel Groove é marcante – ele fala com o público, diverte-o e conta histórias, sem deixar o ritmo da apresentação cair. Daniel não tem medo de olhar nos olhos das pessoas e transmitir, por eles, pelas entoações vocais e pelos gestos, toda energia poderosa que emana das canções: Daniel é o amplificador físico das emoções que correm no palco e nos arranjos. A combinação dos versos com a fusão dos ritmos - e tudo cifrado na presença de palco e na expressão corporal de Daniel: isso é O Sonso.
Serviço
O Sonso no Tapas Club - Rua Augusta, 1246
Dia 11 de março
22h: entrada gratuita
23h: R$ 10
O Experimental Live Sessions projeto de residência musical criado pelo grupo instrumental/experimental Fóssil, retorna em 2010 já na sua 5ª edição reforçando as colaborações em diversos campos musicais. Uma das novidades desta edição é a colaboração na programação do Grito Rock América do Sul - maior festival integrado da América Latina. Para celebrar, o Fóssil convida: Scandurra AKA Benzina.
Edgard Scandurra é o guitar hero brasileiro que pulou do rock para a música eletrônica, sob a alcunha de Benzina. O live-act do Benzina aponta para diversas fontes,como: rock, techno, electro e tech-house. Com estas vertentes, o músico é apontado pela mídia brasileira especializada como uma das jóias raras da nova música eletrônica.
A discotecagem fica a cargo do “combo” são-carlense Independência ou Marte com sua discotecagem radiofônica trafegando pelos caminhos do independente brasileiro.
Sobre o Experimental Live Sessions:
A idéia é contextualizar sonora e visualmente projeções, imagens aleatórias do cotidiano, texturas, colagens, filmes do panorama cinematográfico contemporâneo e mundial. Integrando videomakers, live visual, experimentações sonoras e visuais - unindo as apresentações do Fóssil como anfitrião. Porém, trazendo sempre convidados para a troca de experiências musicais.
Em edições anteriores o grupo já contou com as participações de: FireFriend (SP), Mamma Cadela (SP), Elma (SP) e Juliana R. (SP).
Experimental Live Sessions - Special Grito Rock América do Sul 2010.
Onde: TAPAS CLUB
Cidade: São Paulo/SP
Dia: 09/02/2010 (terça-feira)
Preço: R$ 10,00
Horário: 23:00h
Palco: Fóssil (CE) & Scandurra A.K.A Benzina (SP).
Lounge: Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte (SP).