No dia 17 de junho, quinta-feira, a partir das 22h, na Livraria da Esquina (http://www.livrariadaesquina.com.br/), acontece mais uma edição do Projeto Mais Massa (www.maismassa.com.br), em que O Jardim das Horas (http://www.myspace.com/ojardimdashoras) recebem Gil Duarte e o Sistema Asimov de Som (http://www.myspace.com/gilduarte).
Serviço
Projeto Mais Massa – O Jardim das Horas e Gil Duarte e o Sistema Asimov de Som
17/06/2010 – a partir das 22h
Na Livraria da Esquina – Rua do Bosque, 1254
R$ 15 na porta
R$ 10 com nome na lista: lista@maismassa.com.br
Para nós, da Identidade Musical, a data é especial: já há um bom tempo, Tiago Barizon e eu vínhamos tentando colocar as bandas com que trabalhamos em contato, para fortalecer as parcerias, as trocas. Recentemente, promovemos um encontro com churrasco, cerveja e muita música - com a presença de Dilei, Nosotros, O Jardim das Horas, O Sonso, Mutualista, Maraca Manca, Pappas Palace e Zeca Viana. O primeiro resultado do encontro, para o público, é o show de Nosotros e Dilei, que divulgamos neste post. Mas a parceria já deu outros resultados, que poderão ser conferidos nos CDs das duas bandas, que devem ser lançados nos próximos meses.
Uma prévia do contato entre as duas bandas vai rolar no próximo sábado, dia 05 de junho, no Bar do Zé, em Campinas. Esperamos todos lá!
E a chegada do Mais Massa à região do Centro de São Paulo continua! As bandas O Jardim das Horas, Volver e Los Porongas dão continuidade ao Projeto no Clube Outs, na sexta-feira, dia 28 de maio.
Serviço Projeto Mais Massa
Clube Outs – Rua Augusta, 486 – http://www.clubeouts.com.br/
Dia 28/05 – Sexta-feira
Abertura da casa: 21h
Entrada na faixa e bebidas com preço de boteco. Discotecagem lado B.
Preços promocionais de bebidas até 1h da manhã. Abertura da pista piso superior à 1h da manhã.
Após às 23h a entrada é de R$ 13
Não tive como me controlar ao ouvir “Por Vir”, do Pappas Palace. Trata-se de composição daquelas que a gente ouve uma vez, não se sente satisfeito, e ouve outra, e mais uma – e, se ainda houvesse cassete, gravaríamos em um lado inteiro da fita, pra sentir a canção. E só.
Talvez seja besteira analisar racionalmente uma composição ao mesmo tão simples e tão intensa: melhor seria deixar que ela ganhasse mundo sem a interferência racional. Mas insisto: talvez tenhamos – talvez eu tenha – mais a aprender com “Por Vir” do que sequer imaginamos.
Pois deixemos o Pappas Palace e “Por Vir” de lado, por um instante. Estive há pouco no Tapas Club, na Augusta, ouvindo Bruno Souto, vocalista do Volver, no projeto Compondo a Cena, idealizado por Daniel Groove, do Sonso.
Ali, não há banda, arranjos, distorções ou efeitos: só o compositor e o violão. O público tem a chance de experimentar canções em versão crua, desnuda, na combinação única que lhe dá identidade: letra e melodia, mais nada, com a verossimilhança da interpretação ao vivo que, muitas vezes, fica obscurecida pela parafernália tecnológica. Canções que fazem pular num show da Volver ganharam ar meditativo, arrisco dizer melancólico, na versão voz-e-violão. Talvez porque toda composição e versão ao violão carregue consigo a densidade do processo criativo, em que o artista abandona um pouco de si – sem rigor acadêmico ou analítico nenhum, que fique claro. Como explicar o matiz que ganharam canções como “Próxima Estação” ou “Tão perto, Tão certo”, na noite de hoje?
Talvez essas canções não tenham ganhado matiz nenhum: talvez já estivesse nelas, em potência, na versão mais simples, toda a intensidade que o público teve a chance de perceber.
“Por Vir” não tem refrão. Uma batida ao fundo e o arranjo ao piano – o melhor instrumento para compor, foi o que me ensinou João Eduardo dos Porongas, ontem no Kabul – são toda a canção, de uma passionalidade tão extensa que me vieram lágrimas aos olhos na primeira vez que a ouvi. Na letra, o equilíbrio e a clareza que toda desesperança carrega consigo orientam o sentido: “Por vir”, ao contrário do que sugere o título, é canção que celebra o presente, no rito do arranjo ao piano – porque a vida é curta pra parar, mas é longa pra seguir. O abrir dos olhos no presente vislumbra um átimo de futuro – é o porvir, que no título já veio rasurado, fragmentário, como é o futuro, se ele não for só uma abstração.
As frases condicionais da segunda parte – “E se fosse só mentira / E se fosse brincadeira / E se fosse covardia” – redundam o périplo da passagem do tempo para todos nós: da infância, em que a mentira e o fazer-de-conta corrigem e atenuam a realidade, passando pela adolescência, em que a brincadeira é a carapaça contra a vida adulta, em que a covardia se transforma em modo de vida. Tudo besteira: a vida e a canção são feitas pra sentir, no aqui e no agora. E só: eis a conclusão simples da terceira parte, que se amarra de modo tão coerente à primeira que dá vontade de ouvir a canção de novo. E de novo: à cata do abrir de olhos, em que o presente ganha sentido na medida em que é feito para ser experimentado, sem que a orientação seja clara, apesar da claridade do que é real (roubando aqui um verso ao Jardim das Horas).
Abrir os olhos talvez seja aprender que o sentido está em experimentar as sensações, maravilhando-se à moda de criança, ainda que sejamos adultos do presente, sem parar e sem correr demais. Conseguiremos experimentar a harmonia se olhos e ouvidos estão abertos – e percebemos que o porvir está equilibrado num malabarismo frágil de letra e melodia? Julli Pop e Tatá Muniz seguem respondendo que sim, porque fico insistindo em “Por Vir”, em que me esqueço de desistir de parar da vida e me comprometo em seguir, sentir e só.
O Jardim das Horas, uma das atrações do Curvas Sonoras
Nesse domingo, depois da macarronada da mama para comemorar o dia das mães, você tem a opção de fazer um convite a ela para ver seis dos novos nomes da música brasileira se apresentarem no Auditório Ibirapuera. Se ela não topar, isso não é desculpa para se entregar ao Faustão e o Fantástico! Vai para o Ibirapuera mais cedo, aproveita para caminhar e assistir os shows de Monique Maion, Mamma Cadela, O Jardim das Horas, Fóssil, L.A.B. e Gabi Lima.
O Curvas Sonoras é uma produção da Curve Music em parceria com o Auditório Ibirapuera e faz um recorte muito bom da produção atual. Em uma época em que se fala tanto sobre festivais, você pode ir lá esperando isso, diversidade de estilos e muita qualidade. É com muita felicidade que vamos ver artistas queridos, entre os que são amigos e os que além de amigos, produzimos pela Identidade Musical, subirem no palco.
Quem vai abrir o espetáculo e fazer as honras da casa é a Monique Maion que recebe como convidada a banda Mamma Cadela, todos de São Paulo. Seguindo, O Jardim das Horas, de Fortaleza, recebe O Fóssil, seus conterrâneos. E para fechar a noite, os gaúchos do L.A.B. recebe a também gaúcha Gabi Lima.
Um passeio de norte a sul do país mostrando como no Brasil se faz pop, rock, jazz, música eletrônica e experimentalismos autorais e com qualidade.
Serviço:
Curvas Sonoras
Dia 09 de maio, às 19h
Auditório Ibirapuera - Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 2 do Parque
Entrada: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (estudante)
5% da bilheteria será doada para a ONG Favela Surf Club
Ingressos no local e pela Ticketmaster
Nossos queridos d'O Jardim das Horas estarão hoje (28/04), na TV Trama, tocando na íntegra o seu primeiro trabalho, "O Quarto das Cinzas". O programa é ao vivo, começa às 16h e pode ser conferido aqui: http://tv.trama.uol.com.br
O Jardim das Horas é uma fusão da música moderna eletrônica com as raízes musicais brasileiras. Sem seguir formas ou tendências, externa uma música que lhes povoa, as influências que respiram e as que relembram, dentro de suas individualidades. É uma música que causa sensações, visualizações, que propõe uma concentração mental, introspecções e reflexões. E também uma descontração, uma sensualidade envolvente, como toda música boa. A banda vem se destacando no cenário de bandas independentes com sua música inovadora e seus shows performáticos que somam à música outras linguagens artísticas como a dança, a poesia, projeções e objetos cênicos.
Os eternos camaradas dos Visitantes vão botar os pés no palco do Studio SP depois de suas andanças pelo Nordeste do país. Voltam carregados de experiências e vontades, mostrando que São Paulo também é terra de bom rock, aquele com personalidade.
Ainda na divulgação de seu primeiro cd, "Na Brasa Fugaz da Cana Queimando", a trupe formada por Cardelli (vocais e guitarras), Dods (baixo), Sabão (guitarra) e Thiaguim (bateria), faz versões mais intimistas dentro do projeto Cedo e Sentado, que acontece mais cedo no Studio. A apresentação ainda conta com a participação de Laya Lopes, vocalista d'O Jardim das Horas, que também lançaram cd esse ano.
E para quem quiser uma prévia, além do MySpacedo grupo vocês podem conferir a participação deles no programa Fazendo Hora, amanhã (quarta, dia 10, às 16h), na Rádio Levi's.
Serviço:
Visitantes no Cedo e Sentado
Studio SP - Rua Augusta, 591
Dia 17/03, 21h
Entrada franca
* Descobri ontem a Rádio Microfonia (http://www.radiomicrofonia.com.br/) e nela já ouvi Cidadão Instigado, Inocentes, Móveis Coloniais de Acaju e outros. Eis aí uma rádio com programação exclusiva de rock independente. Vale a pena.
* Hoje, Hélio Flanders, Zé Mazzei e O Jardim das Horas fazem shows no Centro Cultural Rio Verde. O vocalista do Vanguart tem caprichado nos projetos paralelos, tocando covers, com a própria banda e convidados, como rola hoje; O Jardim das Horas acabou de lançar o CD O Quarto das Cinzas, e vem no embalo de um show espetacular no Centro Cultural São Paulo.
* Também hoje, no Berlin, toca Romulo Fróes, o sambista mais rock and roll da cena independente, que lançou o elogiadíssimo CD duplo No chão sem o chão no ano passado.
No vídeo, a canção "Pra fazer sucesso":
* Amanhã, sábado, 30 de janeiro, às 19h30, o Loaded e-Zine apresenta a banda Continental Combo, na Saraiva do Shopping Morumbi. Conheça a banda: http://www.myspace.com/continentalcombo
*Amanhã, sábado, 30 de janeiro, o Dj Pardal editor do NOISE and SILENCE, (na foto à direita) comemora o aniversário de 5 anos do seu blog e divide a pista do lounge do Dj Club Bar com um de seus colaboradores a Dj Poupee (DF).
Na pista os hits mais pedidos, novidades e raridades : indie, 80's, pop rock, 90's, guitar e clássicos do alternativo, com os Dj's Rafael Perrotta e Gé Rodrigues. No lounge, sets especiais com os Dj's Zafa Pimentel, Paula Micchi e Poupee (DF) e Pardal. A festa rola no Dj Club Bar Teatro, Alameda Franca, 241, Jardins.Mais informações, clique aqui.
Quem teve a chance de assistir ao show de lançamento do CD O Quarto das Cinzas, da banda O Jardim das Horas, no domingo, dia 24, na Sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural São Paulo, se emocionou bastante. Mais do que isso: pôde entender, de forma completa, a proposta estética e comportamental (acho que eu até poderia escrever "espiritual") da banda, que vai além de suas canções, mas as integra num todo que é arte que toca largamente os mais sensíveis.
Para entender essa breve introdução, basta ouvir o CD com atenção, acompanhando as letras: talvez a síntese do trabalho dO Jardim das Horas seja o refrão de "Anoiteço": "Quero ver a claridade do que é real". Nesse verso breve, primeiramente, percebe-se um sujeito poético movido pelo desejo, pelo querer - e é importante, em quase todas as canções do Jardim, esse movimento subjetivo, sempre investigado, explorado, experimentado ao limite, às vezes limitado pela razão, outras livre, porque não pode ser domado. Em "Incontrolável", Laya canta "Vou esperar pra ver se sou capaz de me perder de amor / ou se algum de vocês é capaz de me desequilibrar": trata-se de um teste dos sentidos, das sensações e da razão, também observado em "Viciante", em que "Corpo quer e razão nega".
A questão toda nessas canções parece ser a tentativa de alcançar o equilíbrio entre as necessidades e desejos do corpo - que nem sempre serão plenamente saudáveis -, de um lado, e os conhecimentos adquiridos por meio da racionalidade ("Estou estudando pra compreender", é o que se ouve em "Expansão"), que contribuem para o mergulho na própria espiritualidade, de outro. Mas não podemos esquecer que O Jardim das Horas é uma banda - e as propostas de Laya, Carlos e Rapha serão, portanto, estéticas.
É por esse motivo que, no refrão de "Anoiteço", Laya afirma que quer ver a claridade. Todas as canções do Jardim, umas mais, outras menos, versejam a respeito de impressões dos sentidos. A claridade está necessariamente associada à visão. Todos os outros sentidos também são explorados: as "ondas do mar sagrado", visitadas em "Amarelolilás", são experimentadas pelo tato e pelo paladar. O olfato leva às "Priscas eras" - talvez a mais bela canção sobre amadurecimento da nova geração de bandas independentes. E assim sucessivamente, numa avalanche de sensações que lembram a proposta do heterônimo Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa, cujo projeto era, grosso modo, a experimentação da realidade natural por meio dos sentidos. Mas o Jardim vai além, porque, embora o trio esteja diretamente ligado, em muitas das letras, à natureza - e muitas vezes a natureza seja a lente por meio da qual ele sente o mundo e a si mesmo -, a ligação com a urbanidade e a modernidade é inerente à banda, nas programações e nas guitarras de Carlos Eduardo Gadelha e nas linhas de baixo de Raphael Haluli. No show, Laya afirmou que os integrantes do Jardim não sabem definir com exatidão o gênero de música que fazem: ainda bem. Isso significa que nas canções deles fluem, sem conflito, a música eletrônica, que lhes põe os pés no presente tecnológico e global, e a canção popular brasileira, que lhes dá ancestralidade, nacionalidade e paixão pela natureza, sem exotismo exagerado. A proposta dO Jardim das Horas talvez seja, portanto, a descoberta da realidade por meio dos sentidos, de modo que sejam alcançadas não as aparências, mas as essências - que são iminentemente subjetivas. A "claridade do que é real" não são, por exemplo, imagens de violência urbana, mas conteúdos profundos do sujeito e dos sujeitos com quem tomamos contato diariamente.
O espetáculo de domingo só poderia ter sido, pois, múltiplo: além da música, houve poesia, dança, projeções, com a atriz Mariana Rattes, a artista plástica Mari Kuroyama, o cineasta Jair Molina e o poeta Caco Pontes - além de participações especiais de Fernando Coelho do Mamma Cadela, de Vitor Colares do Fóssil, do guitarrista Junior Boca, e até do produtor Paulo Beto, que usou um Theremin, instrumento a um só tempo futurista e passadista. De uma banda como O Jardim das Horas, cujo projeto estético é sinestésico, só se poderia esperar um espetáculo que mergulhasse em diversas artes, explorando movimento, cores, sonoridades, timbres e versos. Em "Viciante", por exemplo, o público pôde observar que, de fato, basta um beijo para que as peles se percam: de um lado de um tecido diáfano, dançava o bailarino Felipe Teixeira, cujos movimentos dialogavam com os de Laya, do outro lado do mesmo tecido, até o momento em que não se distinguia mais onde estava cada um deles, metáfora visual da fusão e do desejo viciante do corpo que vicia: "Respiração / Transpiração / Movimento / Vibração / Viciante".
A urbanidade de São Paulo, que completaria 456 anos no dia seguinte, também foi lembrada por Raphael Haluli, que, num dos momentos mais emocionantes do show, em breves palavras, homenageou a capital paulista, afirmando que, apesar de tudo, nós paulistanos também tínhamos jardins. Laya lembrou-se de que a Sala em que estávamos levava o nome de Adoniran Barbosa, sambista paulistano cujo espectro se fez presente com "O Trem das Onze" - e daí a banda encerrou o espetáculo com "Divino Maravilhoso", arrematando o próprio projeto, em que cabem música eletrônica, samba paulistano, MPB e o que mais for coerente com a proposta dO Jardim, que ninguém é capaz de desequilibrar.
"Afundar na terra mar" - era o que se podia ler numa das projeções criadas ao longo do show. A intensidade das canções era tanta - fortemente acentuada pelo baterista Beto Gibbs, novo integrante dO Jardim e que deu ainda mais vida ao conjunto -, os jogos de luz aguçavam a visão de tal forma, as folhas no chão do palco remetiam tanto à natureza e Laya alongava ao máximo as vogais nas canções mais melancólicas, tudo isso fez que o público esquecesse por alguns instantes que estava na Sala Adoniran Barbosa, próxima do centro de São Paulo, como se houvesse, em meio a todo concreto, a todo o trabalho, a todo trânsito um jardim em que pudesse se refugiar por alguns instantes, mesmo que passageiros, habitados de luz, aromas, sabores, texturas e, sobretudo, melodias e arranjos suaves, reconfortantes e energizantes.
Pra muita gente, domingo costuma ser dia de acordar tarde, almoçar com a família, cochilar, depois pegar um cinema e ir pra casa. A Identidade Musical propõe, assim, um post dominical, descompromissado, só para ouvir um barulhinho - ou barulhão, se for o caso - antes de a semana começar. Quem sabe, o som que você pode ouvir no carro na segunda pela manhã, ou no escritório, ao longo da semana: uma forma de estender o fim de semana semana adentro...
Raphael Haluli, Beto Gibbs, Laya Lopes e Carlos Gadelha, dO Jardim das Horas, caminham com a bondade
Hoje às 18h, no CCSP, O Jardim das Horas lança oficialmente o CD O Quarto das Cinzas. Quem está em São Paulo não pode perder. No vídeo, O Jardim caminha com a bondade.
Serviço
"Do Quarto ao Jardim": Show de lançamento do primeiro álbum da banda O Jardim das Horas
24 de janeiro - Domingo
No Centro Cultural SP (Vergueiro), na sala Adoniran Barbosa
Às 18h - Ingressos a R$ 5 - a bilheteria será aberta com 2 horas de antecedência