O Capote (peça de teatro foda)

Não sei se alguma peça de teatro já foi resenhada aqui, mas essa merece o comentário. Do grupo inglês Gecko de teatro físico, encenada aqui por pouco tempo, a peça é falada em 7 línguas, o que não impede que entenda-se o enredo. É lindo, quase um quadro de impressionismo alemão, parece que tem efeitos especiais. Cada elemento é necessário: a luz e a sombra, a música marcante, o figurino, o cenário. Significante!
Jards Macalé – Um Morcego na Porta Principal (doc musical)
Macalé é um gênio. Fato. Falta só o povo descobrir isso. E olha que tempo não faltou, já que ele tá por aí desde o fim dos anos 60. Rotulado de maldito ('Maldito é a putaquepariu' rebate ele no filme) pela grande mídia, esse filme tenta (des)construir a imagem de mais um monstro da Música Popular Brasileira. O filme é até bem-feito, com edição caprichada. Peca só nas lacunas* e imagens de má qualidade. Vale a pena conferir.
Ouça no Domingo: Vandaluz
Pra muita gente, domingo costuma ser dia de acordar tarde, almoçar com a família, cochilar, depois pegar um cinema e ir pra casa. A Identidade Musical propõe, assim, um post dominical, descompromissado, só para ouvir um barulhinho - ou barulhão, se for o caso - antes de a semana começar. Quem sabe, o som que você pode ouvir no carro na segunda pela manhã, ou no escritório, ao longo da semana: uma forma de estender o fim de semana semana adentro...
A banda Vandaluz (http://www.myspace.com/osvandaluz) é daquelas inesquecíveis: ouviu uma vez, não larga mais. E a canção do vídeo acima fala por si. Esqueça a montagem visual, que não é das melhores, e ouça a música o dia inteiro, a semana inteira.
Bom domingo a todos.
Gostou do texto? Divulgue!A argentina Sol Pereyra em São Paulo
Nos dias 19, 20, 22 e 23, São Paulo terá a chance de assistir aos shows da cantora argentina Sol Pereyra (http://www.myspace.com/solpereyra), pela tour de lançamento do seu disco no Brasil, intitulado Bla Bla Bla.
Com sonoridades que passeiam pelo pop latino, eletronica e uma pitada de reggae, ela apresentará canções dançantes, irreverentes e baladas romanticas. A cantora multi-instrumentista já gravou 7 discos estando à frente de uma das maiores bandas da Argentina, Los Cocineros. Destaca-se pela sua versatilidade musical tocando trompete, violão, cuatro venezolano e ukelele. Em sua carreira vem ganhando espaço no cenário pop/indie latino-americano, sendo convidada pelo nome forte da música mexicana: Julieta Venegas para a gravação do Acústico MTV, dirigido pelo arranjador Jacques Morelenbaum.
Gostou do texto? Divulgue!ACDC – Backtracks (raridades musicais)

Desde sempre, o AC/DC pega uma minhoca por enxadada. Isso fica provado nessa coletânea de sobras dos caras. Nenhuma música obscura chega aos pés dos clássicos. Quer dizer, elas seguem a aquela mesma receitinha imabatível: Johnson apavora, Angus apavora ainda mais. Enfim, disco para fã ficar babando, mas totalmente dispensável.
Fóssil convida Scandurra AKA Benzina nessa terça, no Tapas
O Experimental Live Sessions projeto de residência musical criado pelo grupo instrumental/experimental Fóssil, retorna em 2010 já na sua 5ª edição reforçando as colaborações em diversos campos musicais. Uma das novidades desta edição é a colaboração na programação do Grito Rock América do Sul - maior festival integrado da América Latina. Para celebrar, o Fóssil convida: Scandurra AKA Benzina.
Edgard Scandurra é o guitar hero brasileiro que pulou do rock para a música eletrônica, sob a alcunha de Benzina. O live-act do Benzina aponta para diversas fontes,como: rock, techno, electro e tech-house. Com estas vertentes, o músico é apontado pela mídia brasileira especializada como uma das jóias raras da nova música eletrônica.
A discotecagem fica a cargo do “combo” são-carlense Independência ou Marte com sua discotecagem radiofônica trafegando pelos caminhos do independente brasileiro.
Sobre o Experimental Live Sessions:
A idéia é contextualizar sonora e visualmente projeções, imagens aleatórias do cotidiano, texturas, colagens, filmes do panorama cinematográfico contemporâneo e mundial. Integrando videomakers, live visual, experimentações sonoras e visuais - unindo as apresentações do Fóssil como anfitrião. Porém, trazendo sempre convidados para a troca de experiências musicais.
Em edições anteriores o grupo já contou com as participações de: FireFriend (SP), Mamma Cadela (SP), Elma (SP) e Juliana R. (SP).
Experimental Live Sessions - Special Grito Rock América do Sul 2010.
Onde: TAPAS CLUB
Cidade: São Paulo/SP
Dia: 09/02/2010 (terça-feira)
Preço: R$ 10,00
Horário: 23:00h
Palco: Fóssil (CE) & Scandurra A.K.A Benzina (SP).
Lounge: Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte (SP).
Mais informações:
www.experimentallivesessions.blogspot.com
www.gritorock.com.br
www.tapasclub.com.br
www.myspace.com/fossilsoundtrack
www.myspace.com/edgardscandurra
www.myspace.com/indieormars
Rápidas: Saulo Duarte e a Unidade, no Bar B, e OldCats, na Livraria da Esquina
* Hoje à noite, Saulo Duarte e a banda A Unidade fazem show no Bar B.
Ainda bem que é difícil rotular as canções de Saulo Duarte e a Unidade: com arranjos e letras simples, o compositor nascido no Pará e radicado por aí, hoje morando em São Paulo, não se preocupa com classificações – preocupa-se com a sinceridade de sua expressão musical e poética e com a consistência de sua proposta, todas elas amplificadas e sintetizadas pela banda A Unidade.
Saulo promete um CD para breve, ainda em 2010, e é um dos participantes mais ativos do Projeto Mais Massa. Saulo tem várias parcerias e projetos com Daniel Groove, do Sonso, e Diogo Soares, dos Los Porongas. No vídeo, aquela que tem sido o hit das noites do Projeto Mais Massa, "Que Massa", parceria dos três:
* Os mesmos Saulo e Daniel Groove fazem a festa brega da Punksaravá, produtora paulistana cheio de talentos como esses no cast, com a banda Oldcats que, além dos dois, tem Klaus Sena (da Unidade) no baixo, Beto Gibbs (da Unidade e do Jardim das Horas) na bateria e João Eduardo (dos Los Porongas) no teclado: uma verdadeira orgia artística, para homenagear os grandes clássicos da música brega e para dançar a noite toda.
No vídeo, "Você não serve pra mim", de Renato Barros, imortalizada na voz de Roberto Carlos. E agora, na de Daniel Groove:
Gostou do texto? Divulgue!Voltei – Grupo Molejo (música verdade do ano)
Essa música é pra você garotinho juvenil, criado a leite-com-pêra e ovomaltino que fica se perfazendo pra agradar a garota, tomando guaraná com laranja e gelo e frequentando restaurante vegetariano/indiano. Toma vergonha na cara e seja você mesmo, usufruindo do melhor do universo masculino (sacanagem e álcool). Puta lição de vida essa música traz...
end of an era
Nos últimos anos, meses, e a cada dia, vemos o fim de eras e mais eras. A era da indústria da música, por exemplo, já era. Não no sentido literal, mas tendo em vista que é uma indústria, assim como tantas outras, que deverá se recriar, se reinventar, para sobreviver e convencer as pessoas (mercado, clientes, investidores) de que ela é pertinente e pertencente a este novo mundo.
No dia 30 de janeiro o artista pop-star Damien Hirst abriu sua mais recente exposição na Gagosian Gallery em NY, em uma retrospectiva com direito a novas obras chamada oportunamente de “End of an Era” – ele próprio, um contestador da arte como ela é, no sentido produtivo, criativo e mercadológico da palavra. O título da exposição também tem um viés bíblico, materializado em algumas obras como o touro com chifres de ouro e o dia do julgamento representado através de mais de 30 mil diamantes.
Hirst brinca com a ideia de arte, confundindo o espectador e, inevitavelmente, provocando-o e levando-o a refletir sobre a arte desses nossos novos tempos.
Fotos do site TrendLand
Fase Azul – 2
Continuo fazendo os meus estudos no iPhone. Entre as vantagens, tem o inegável fato de que, no iPhone, eu não sujo os dedos de tinta. Não que eu me incomode tanto assim de ter os dedos manchados de azul, vermelho ou qualquer outra cor. O problema todo é que, por se tratarem de estudos, procuro fazê-los sempre com um manual adequado sempre à mão. E manchando os dedos, mancho também o manual – de tal modo que as tintas respingadas no livro se confundem com as reproduções das obras em que tento me inspirar.
Da última vez em que tentei um estudo usando tela e tintas de verdade, copiando em detalhes a pintura de um livro, acabei fazendo um jardim impressionista com uma grande impressão digital vermelha por cima.
Mas pintar no iPhone também tem seus inconvenientes, é claro. Para começar, não consigo pintar ouvindo música – ocasionalmente esbarro na tela de um jeito que o Concerto para Piano n. 3 de Beethoven dá lugar a uma animada marcha-rancho do Mestre Caculé da Escaleta. Nada contra as marcha-ranchos do Mestre Caculé da Escaleta, mas elas simplesmente não combinam com o velho espírito atormentado de um artista rabiscando em seu iPhone.
Como meus estudos de Rembrandt estavam todos saindo com cara de Miró, decidi dessa vez fazer um estudo apropriado de Miró. Comprei o livro “Só Não É Miró Quem Não Quer”, que ensina através de ricas ilustrações e personagens divertidos o passo-a-passo para se pintar um Miró.
De acordo com o livro, um dos principais métodos é pintar enquanto fala ao telefone. Algumas das maiores obras de Miró foram pintadas assim, com aqueles rabiscos que se faz com a mão direita enquanto a mão esquerda segura o aparelho para que você finja estar interessado na conversa. Um grupo de acadêmicos barra-pesada encontrou um obra esquecida de Miró que tinha o número de um disque-pizza anotado no centro da tela, entre um asterisco e uma bola vermelha.








