Posts Taggeados com ‘livro’

The Beatles – A história por trás de todas as canções (livro)


Os caras entregam o que o título "a história por trás de todas as canções" promete de forma simples, objetiva, organizada. É do jeito que o Resenha em 6 gosta. Depois de ler os causos, aliás, só se reforçam as impressões de que John, Paul e George eram geniais demais. E que Ringo poderia ter tirado muito mais onda nas fotos. Compra obrigatória pela qualidade da informação, do acabamento e até pelo bom preço.

  • Comprei naquela promoção da Cosac Naify, por $23!
  • Eles atrasaram para caraleo, mas depois se redimiram
  • Junto com desculpas, mandaram "Esperando Godot"
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    Meia Hora (o melhor jornal do Brasil chegou em SP)


    O jornal mais direto e reto do Brasil chegou às bancas de SP dando uma voadora com os dois pés na concorrência. Nascido e criado na escola carioca de excelência no escracho, o Meia alopra times, bandidos e sub-celebridades e ainda encontra espaço para serviços como o "voz do povo", empregos e, claro, as "gatas da hora". É a melhor coisa para comprar com 50 centavos.


  • Algumas manchetes sensacionais de hoje:
  • "Livreiro tarado entrou em cana por traçar deficiente"
  • "Fez xixi na cama e levou ferro"
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    Clássicos da Literatura Disney – O Grande Teatro de Shakespeare (HQ)


    Antes de virar uma fábrica de bostas politicamente corretas para meninas pré-adolescentes, a Disney criou MUITA coisa boa baseada no universo de Pato Donald. Resgatar essas pérolas é a proposta da coleção Clássicos da Literautra Disney. Apesar da edição meio desleixada, os roteiros são primorosos e recriam Hamlet, Otelo e outros clássicos com um humor muito leve e inteligente. É leitura divertida para todas as idades.

  • Neste blog há mais detalhes sobre cada uma das adaptações
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    Emergência, de Steven Johnson (livro)


    Antes de tudo, não é sobre hospital nem acidente. O livro detalha em cada um dos seus capítulos casos de cidades, comunidades on-line, células e formigueiros que conseguem se organizar de forma sofisticada sem ter uma liderança centralizada e limitadora. Apesar do tema cascudo, a linguagem do texto é leve e o assunto é envolvente e fácil de entender.

  • Não sei se expliquei direito qual é a do livro. Melhor ler a sinopse
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    Persépolis (HQ)


    Publicada primeiramente em quatro volumes, a HQ é uma autobiografia da iraniana Marjane Satrapi, hoje com 41 anos. Em preto e branco, a obra conta a vida de uma garota de uma família politizada e aberta que testemunhou a revolução islâmica e a ascensão dos xiitas. Também retrata o choque cultural da adolescência que viveu na Áustria sozinha, onde conheceu as drogas e o preconceito. Não tem como não se envolver!

  • RESENHADO ESPECIALMENTE PELA PAULA, DO ÓRFÃ DA OFÉLIA
  • Em 2007, a história virou uma animação que concorreu ao Oscar
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    José Saramago – O Conto da Ilha desconhecida (resenha póstuma e atrasada)



    Você nunca leu Saramago, mas quer pagar de intelectual agora que seus livros estão expostos com destaque? Comece com “O conto da ilha desconhecida”. Leitura agradável, simpática, sincera. Ela não é inacessível como em "Memorial do Convento" e nem visceral como no cultuado "Ensaio sobre a Cegueira". Esse belo retrato do ser humano é uma boa pedida para ler coletivamente, ou no pé do ouvido da futura peguete.

  • RESENHADO ESPECIALMENTE PELO EMANOEL MOREIRA
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    Onde vivem os monstros (livro infantil)


    Levinho, especial, preciso na representação do imaginário infantil. O livro é bem mais simples e direto que o filme (dá para ver que serviu como base e não como guia para Spike Jonze). Pelos desenhos com traço cativante e pela história, "Onde vivem os monstros" empata com 'O menino maluquinho' como melhor livro para ser o primeiro livro da vida de um moleque. Isso na minha humilde opinião de sem-filho.

  • Já fizemos a revista do filme, que tb é excelente
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    A Arte da Guerra (biblioteca básica)


    Quando gostam de alguns filmes, críticos de cinema gostam de justificar que a "obra permanece atual". Quero ver algo permanecer tão atual quanto a obra-prima de Sun Tzu, que após 4 mil anos serve para tudo: se dar bem profissionalmente, vencer no futebol, arrumar mulher etc. O melhor, não são dicas dúbias, ao contrário, são objetivas e claras, sem enrolação. Faça o que ali está escrito e você será superior.

  • A biblioteca básica resenha livros (bons ou ruins) que você TEM que ler.
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    Ensaio sobre a cegueira (Resenha póstuma)


    "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."

  • RESENHADO POR JOSÉ SARAMAGO (16/11/1922 — 18/06/2010)
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    Paixão pela Toscana

    “Em Camúcia, a cidadezinha animada aos pés do morro de Cortona, o dia de feira é a quinta-feira; e eu chego lá cedo, antes que o calor se instale. (…)

    Nos dias de feira, um par de ruas fica fechado ao trânsito. Os feirantes chegam cedo, descarregando de caminhões e furgões construídos para essa finalidade o que parecem ser lojas inteiras ou gôndolas de supermercado. Uma caminhonete vende o pecorino da região, o queijo de leite de ovelha que poder ser macio e quase cremoso ou curado e forte como um celeiro, além de algumas peças de parmesão. O queijo curado é friável e delicioso, uma maravilha para mordiscar enquanto passeio pela feira.

    Estou caçando e recolhendo alimentos para um jantar para novos amigos. Meus furgões preferidos pertencem aos mestres da porchetta. O porco inteiro, com salsa trançada no rabo, maçã ou cogumelo grande na boca, fica estendido na tábua de corte. (…) Pode-se comprar um panino (um pãozinho de casca dura) com nada além de fatias de porchetta para levar para casa, magra ou com a pele gorda e crocante.

    (…) Na Califórnia, planejo cardápios com antecedência, embora costume improvisar quando faço compras. Aqui, só começo a pensar quando vejo o que está maduro na semana. (…) Aprendi afinal que o que se compra hoje está pronto: colhido ou arrancado hoje de manhã no maior viço. Isso também explica outro enigma. Nunca entendi por que as geladeiras italianas são tão pequenas, até descobrir que eles não guardam os alimentos como nós guardamos.”

    (Trecho do capítulo “A mesa comprida à sombra das árvores”, de Sob o sol da Toscana)

    É esse tom de pequenas descobertas cotidianas que rege o livro Sob o sol da Toscana – Em casa na Itália, da americana Frances Mayes, lançado em 1996 lá fora e dois anos depois por aqui pela Rocco – há também a versão de bolso que li, que é de 2008.

    Enquanto o filme de mesmo nome, que é mais famoso, é uma comédia romântica sobre uma mulher recém-separada que se muda para a Itália para recomeçar a vida, a verdadeira Frances Mayes é uma professora universitária e escritora de meia idade que compra uma casa na Toscana para passar os verões com Ed, seu segundo marido.

    O livro conta a compra da propriedade Bramasole e todo o desafio da reforma e de tornar suas terras cultiváveis novamente – com direito a pomar e até a própria produção de azeite. E, é claro, nenhuma narrativa sobre a Itália passa incólume por sua culinária. A autora sempre teve afinidade com a gastronomia e ficou encantada com o universo de sabores que descobriu. Inclusive, dedicou dois trechos do livro a receitas que aprendeu por lá – depois vou postar umas aqui no blog.

    É também interessante o choque cultural entre o ritmo corrido de sua rotina norte-americana, morando numa cidade grande e com uma profissão intelectual, e as férias em que visitar construções históricas, cozinhar, caminhar pelos campos e, literalmente, pegar na enxada são suas principais atividades. Para mim, que sou descendente de italianos, foi curioso perceber que algumas coisas dignas de nota para a autora e os leitores de sua terra são mais do que comuns por aqui.

    O ritmo da narrativa é lento e bem descritivo, mas, por outro lado, retrata com clareza sua experiência. Recomendado para quem tem interesse pela cultura italiana, para quem já viajou para lá, pretende ou gostaria de viajar.

    (Fotos: Charis Tsevis/ stock.xchng + capa da L&PM Pocket)


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