Posts Taggeados com ‘Grito Rock 2010’

Não temos ressaca de carnaval: Vang-Beats, Romulo Fróes, O Sonso, Saulo Duarte e a Unidade, e Grito Rock ABC

Não é permitido ter ressaca de carnaval. É o que concluímos, se observamos todos os eventos que rolam em São Paulo e no ABC de quinta a domingo:

* Quinta-feira, dia 18 de fevereiro, Vanguart & convidados apresentam Beatles, com participações especiais de Júlio Nhanhá, Fábio Cardelli e os Visitantes e outras surpresas.

VANG BEATS no Studio SP
Rua Augusta, 591
18 de fevereiro
Entrada $25 / Lista $15
Porta 23h / Show 1h

* Também na quinta-feira, no CB Bar, Romulo Fróes convida Rodrigo Campos (cavaquinho e violão) ao palco. Guilherme Held (guitarra), Marcelo Cabral (baixo) e Pedro Ito (bateria) acompanham a dupla. Para mais informações e detalhes, clique aqui para entrar no site da Agência Alavanca.

Versão Brasileira no CB Bar
Show: Romulo Fróes (com participação de Rodrigo Campos)
Discotecagem: Bruno Morais
Quinta, 18 de fevereiro, a partir das 22h (show pontualmente à 0h)
Rua Brigadeiro Galvão, 871 – Barra Funda – São Paulo, SP
R$ 20 (porta) e R$ 15 (lista@cbbar.com.br)
(11) 3666-8971

Realização: CB Bar
Curadoria: Romulo Fróes e Agência Alavanca
Divulgação: Agência Alavanca
Arte: Rodrigo Sommer

* Na sexta-feira, dia 19, tem O Sonso e Saulo Duarte e a Unidade, no Centro Cultural Rio Verde.

Tolerância Máxima - 19 de fevereiro
Centro Cultural Rio Verde (www.centroculturalrioverde.com.br)
Rua Belmiro Braga, 119 - Vila Madalena - São Paulo
Abertura da casa 21h
Sarau do Professor Mauro e convidados 22h
Shows de Saulo Duarte e a Unidade (www.myspace.com/sauloduarte)
O Sonso (www.myspace.com/osonso)
R$ 15 na porta - R$ 10 na lista: lista@identidademusical.com.br

* Finalmente, ao longo de todo o fim de semana, temos Grito Rock ABC.

Para entender a importância do evento, roubei o texto abaixo do blog http://gritorockabc2010.blogspot.com/

Nos dias 26, 27 e 28 de Fevereiro o Cidadão do Mundo apresenta sua terceira edição do GRITO ROCK ABC. E para manter a tradição, a cada ano uma novidade. Para 2010, haverá cobertura simultânea ao vivo entre RADIO CIDADÃO DO MUNDO (www.cidadaodomundo.org.br) e WEB RÁDIO FORA DO EIXO (www.foradoeixo.org.br). Serão três dias de programação apresentando todas as vertentes de rock and roll do Grande ABC e Cercânias.

Do peso dos conceituados AÇÃO DIRETA, ANDRALLS E NECROMANCIA à irreverencia do trash metal do SLUG BEEZIE, passando pelo Crust do experiente SOCIAL CHAOS e o do novo FACCION DE SANGRE, fazendo uma parada na suingueira do FUNGOS FUNK de Juiz de fora, MG, visitando o psychobilly do lendário KÃES VADIUS, do competente BAD LUCK GAMBLERS, OVOS PRESLEY até chegar nos experientes HELLSAKURA, DZK, COLERA E INOCENTES, nessa edição tem para todos os gostos.

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , , , , , , , , , ,

Carnaval, Grito Rock, independência e formação do público: por um mercado independente

O carnaval começa hoje, e hoje já dormi irritado com um vizinho da rua de baixo, que ouviu samba a noite toda. Não tem jeito: quem mora no Brasil tem de aceitar que é quase impossível fugir de carnaval e futebol. Gostemos ou não, temos de entender que essas são duas de nossas maiores manifestações culturais. Aliás, já me meti aqui – apesar de essa não ser a minha especialidade – a analisar o samba-enredo “Vai Passar”, de Chico Buarque. Também já usei o carnaval pra pensar um pouco a respeito de canções de 365 e de Visitantes. Tentativa de relacionar a maior festa popular do Brasil – que, em boa medida, já está pasteurizada pelas transmissões de tv – com o melhor da MPB e do rock paulistano.

Mas acordei consolado, porque hoje à noite acontece o Grito Rock São Paulo, no Studio SP, com dois espetáculos antológicos: shows de Macaco Bong e Porcas Borboletas.

Quem acompanha este blog, sabe que já escrevi três textos sobre o Porcas: um sobre o primeiro trabalho deles, um sobre a canção “Menos” e outro sobre um show que fizeram no mesmo Studio SP, em 2009. Sobre o Macaco Bong, escrevi um no mês passado, que estourou de acessos.

Talvez a gente se esqueça de que a nomenclatura “Grito Rock” remete aos “gritos de carnaval” – aqueles blocos que saem antes dos dias oficiais do feriado, excitados pela proximidade da festa. Não sei se o nome “Grito Rock” foi, no nascedouro, inspirado em uma certa resistência à alienação inerente ao carnaval. É desnecessário retomar o debate aqui: o carnaval seria, numa determinada linha de raciocínio, o feriado que serve para a população, de todas as classes sociais, alienar-se da realidade, mergulhar na cerveja, nos lolós e nas músicas fáceis. Por outro lado, o rock seria um gênero mais radicalmente ligado à contestação. Deixando de lado exageros e sectarismos, tudo isso tem muito de verdade. Mais ainda: na história da canção brasileira, cada vez mais os lançamentos de carnaval têm aquela feição repetitiva, que enjoa, feita pra “tirar o pé do chão”, na euforia gratuita, de massas, completamente vazia, meramente festiva... por quê?

As bandas independentes têm papel relevante nesse contexto, por meio do Grito Rock – principalmente se considerarmos que ele é, de certa forma, uma contestação, não ao carnaval em si, mas ao modelo de mercado que ele ajuda a sustentar. Mas aí entramos na questão delicada, aquela que me levou a escrever este texto: falta, muitas vezes, uma definição precisa de o que é ser independente.

E aqui vou insistir em meu estudioso preferido: Luiz Tatit (na foto à direita), cujo grupo Rumo foi um precursor dos independentes de hoje. No artigo “Antecedentes dos independentes”, de outubro de 1984, que hoje pode ser lido no livro Todos Entoam, o compositor e professor da USP revê a história da canção brasileira sob uma perspectiva bastante curiosa: as relações entre função técnica (técnicas de gravação, reprodução, divulgação, etc) e função artística. Para ilustrar: no início do século XX, os cantores tinham de ter vozes potentes para que as gravações tivessem mais qualidade, devido à precariedade dos processos de gravação.

Pois bem: pra resumir bastante – insisto aqui que todo mundo que trabalha com música tem de ler o texto integral do Tatit –, com a evolução das tecnologias, as duas funções tiveram maior ou menor proximidade, de acordo com o gênero musical, com a faixa de público atingida e com a época. Avaliando o movimento independente da década de 80, em São Paulo, chamado tradicionalmente de Vanguarda Paulista, associada ao próprio Rumo e a Itamar Assumpção, Tatit afirma o seguinte:

Como essas empresas [as grandes gravadoras] invadiram o domínio artístico assumindo também suas funções (visando maior controle do produto), esses artistas [independentes] embora em proporção infinitamente menor, passaram a acumular em ampla escala a função técnica, território inviolável das gravadoras.

Trata-se, com as diferenças acentuadas pelos progressos tecnológicos de trinta anos, exatamente do processo que vivemos hoje em escala acentuada. E depois, ainda diz o seguinte:

Daí decorre a noção de artista independente. Ao invés de permanecer à espreita de oportunidades ou de se submeter a julgamentos, quase sempre humilhantes, por parte dos empresários-produtores, o artista percorre toda a trajetória da produção e da divulgação do disco, enfrentando toda sorte de obstáculos, pagando todos os custos, para no final concluir que o preço de seu LP não saiu tão caro (principalmente se comparado a produções de áreas vizinhas como o cinema, por exemplo), a técnica empregada não foi tão complexa e a distribuição e divulgação em escala modesta foram suficientes para o reembolso do capital inicial.

Impressionante que o texto tenha sido escrito há mais de vinte e cinco anos. O artista independente continua sendo aquele que não aguarda as oportunidades e acumula as funções técnica e artística – gozando de total liberdade de criação. Por outro lado, as possibilidades infinitas de gravação que o desenvolvimento tecnológico trouxe nas últimas duas décadas talvez tenham gerado uma oferta excessiva – para usar um termo mercadológico – de produções artísticas, o que resulta em concorrência violenta. O Toque no Brasil e o Grito Rock são exemplos disso: centenas, talvez até milhares de bandas pelo Brasil, disputando um lugar ao sol, dispostas a mostrar o trabalho por pouca ou nenhuma remuneração.

Não pretendo avaliar esse cenário de forma aprofundada, nem prever os rumos que o mercado da música independente tomará. Mas é importante analisar alguns detalhes.

O primeiro, que me parece fundamental, é de ordem estética: a efervescência da cena musical independente dá voz a propostas musicais ousadas. Se quisermos, dá o direito ao grito (rock) de que falava o narrador de A Hora da Estrela, de Clarice Lispector. Bandas independentes como Macaco Bong e Porcas Borboletas – só pra citar as duas que gritam rock hoje à noite – criam trabalhos conceituais, artisticamente ousados, que passam longe dos produtos pasteurizados das FMs e das trilhas de novelas. Mais do que isso: a difusão de propostas como essas contribui no processo de formação do público, invertendo a chave dos grandes meios de comunicação. Em palavras bem simples: a aceitação cada vez maior de bandas como Macaco e Porcas desbanca a ideia de que “o público que se divertir, dançar e cair de bêbado, sem pensar” – justificativa dos mais conservadores para a produção do lixo musical que nos agride os ouvidos.

Segundo detalhe: quero acreditar que, com o tempo, o público saiba diferenciar, com base no processo formativo que vem experimentando agora, as bandas independentes de projetos ousados das que, embora independentes, apenas repetem o modelo de “sucesso” (que também está em xeque) das grandes gravadoras. Mas não posso acreditar que a indústria fonográfica não tenha se dado conta das alterações que o mercado de música vem sofrendo. Nem tenho tanta fé na humanidade a ponto de acreditar que, no futuro, só vingarão bandas de propostas ousadas. Nem acho que isso seja saudável: a canção, ao longo de todo o século XX, foi feita para consumo. Em teoria, não acredito que seja um problema a existência dos produtos pasteurizados do mercado – todos queremos dar uma chutada no balde de vez em quando, quando a vida está difícil, e não queremos pensar em nada, só curtir. Mas acredito que seja grave que proposta ousadas esteticamente não tenham o espaço e o investimento que merecem.

Daí ao terceiro detalhe: pouco vale uma proposta estética ousada se aqueles que a criaram não tiverem chances de dar-lhe continuidade. Atualmente, as bandas têm se virado com cachês apertados, incentivos públicos e algum apoio isolado da iniciativa privada. Empregos fixos, que nada têm a ver com música, são uma alternativa para muita gente. Com sorte, surgem empregos que dialogam, em alguma medida, com a música. Mas a verdade é que, apesar de o estarmos construindo, ainda não alcançamos – nem sabemos exatamente o que virá a ser – o mercado (não apenas a cena) independente de música, em que músicos e profissionais da área de música independente tenham uma remuneração digna e possam dedicar-se a seu trabalho: a integração equilibrada entre as funções artística e técnica.

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , , , ,

Fóssil convida Scandurra AKA Benzina nessa terça, no Tapas

Experimental Live Sessions projeto de residência musical criado pelo grupo instrumental/experimental Fóssil, retorna em 2010 já na sua 5ª edição reforçando as colaborações em diversos campos musicais. Uma das novidades desta edição é a  colaboração na programação do Grito Rock América do Sul  - maior festival integrado da América Latina. Para celebrar, o Fóssil convida: Scandurra AKA Benzina.

Edgard Scandurra é o guitar hero brasileiro que pulou do rock para a música eletrônica, sob a alcunha de Benzina. O live-act do Benzina aponta para diversas fontes,como: rock, techno, electro e tech-house. Com estas vertentes, o músico é apontado pela mídia brasileira especializada como uma das jóias raras da nova música eletrônica.

A discotecagem fica a cargo do “combo” são-carlense Independência ou Marte com sua discotecagem radiofônica trafegando pelos caminhos do independente brasileiro.

Sobre o Experimental Live Sessions:

A idéia é contextualizar sonora e visualmente projeções, imagens aleatórias do cotidiano, texturas, colagens, filmes do panorama cinematográfico contemporâneo e mundial. Integrando videomakers, live visual, experimentações sonoras e visuais - unindo as apresentações do Fóssil como anfitrião. Porém, trazendo sempre convidados para a troca de experiências musicais.

Em edições anteriores o grupo já contou com as participações de: FireFriend (SP), Mamma Cadela (SP),  Elma (SP) e Juliana R. (SP).

Experimental Live Sessions - Special Grito Rock América do Sul 2010.
Onde: TAPAS CLUB
Cidade: São Paulo/SP
Dia: 09/02/2010 (terça-feira)
Preço: R$ 10,00
Horário: 23:00h
Palco: Fóssil (CE) & Scandurra A.K.A Benzina (SP).
Lounge: Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte (SP).

Mais informações:

www.experimentallivesessions.blogspot.com
www.gritorock.com.br
www.tapasclub.com.br
www.myspace.com/fossilsoundtrack
www.myspace.com/edgardscandurra
www.myspace.com/indieormars

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , , ,

Grito Rock São Paulo 2010: Macaco Bong e Porcas Borboletas

Então está confirmado, com flyer e tudo: Grito Rock São Paulo 2010 acontece em 12 de fevereiro, no Studio SP, com Macaco BongPorcas Borboletas. A notícia é um alento para a cena independente de São Paulo. Macaco Bong foi assunto aqui no blog na semana passada, num dos nossos posts mais acessados; várias canções do Porcas também já foram analisadas aqui. Vai ser uma noite daquelas. Durante a semana, debatemos mais a novidade.

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , ,

Rápidas: Festival ABC do Som no Cidadão do Mundo e Grito Rock SP com Macaco Bong e Porcas Borboletas

* Acontece nos dias 29, 30 e 31 o Festival ABC do Som, com várias atrações, desde bandas com mais de vinte anos na estrada, como Inocentes e Kães Vadius, até outras mais recentes. Confira detalhes em http://www.festivalabcdosom2009.blogspot.com/

* Rolou ontem no Twitter, pelo @pablocapile, a notícia de que o Grito Rock São Paulo acontecerá no Studio SP, no dia 12 de fevereiro, sexta-feira, com Macaco Bong e Porcas Borboletas. A notícia é um alento para a cena independente de São Paulo. Macaco Bong foi assunto aqui no blog na semana passada, num dos nossos posts mais acessados; várias canções do Porcas também já foram analisadas aqui. Vai ser uma noite daquelas.

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , , , ,

Toque no Brasil inaugurará uma nova fase de circulação no país

Via email do Espaço Cubo

A ferramenta possibilitará que rotas, circuitos e contatos sejam mapeados. A inauguração do projeto será realizada nesta terça, dia 05, quando a rede social entra no ar com mais de 500 vagas para o Grito Rock 2010

Imagine uma banda e/ou artista realizando uma turnê de vinte e dois dias, saindo de Fortaleza (CE) e chegando ao Rio Branco (AC) com dois days off apenas (dias livres, em português) e com um custo razoável. Imagine também essa mesma banda ou artista operando essa produção com o auxílio de um 'guia' da música independente, acessível a partir de um endereço online, onde o sujeito tem a chance, após a turnê, de tecer comentários sobre as rotas, sobre o atendimento dos locais, sobre o som, ou quaisquer outras informações que julgue pertinente compartilhar, construindo assim um grande banco de dados coletivo, capaz de promover trocas de impressões, experiência e garantindo mais facilidades para a realização de próximas turnês.

Pois bem, a compilação dessas duas imagens é a proposta de trabalho que o projeto Toque no Brasil inaugura com o seu lançamento, a ser realizado nesta terça-feira, dia 05 de janeiro, no endereço virtual www.toquenobrasil.com.br. O projeto é uma iniciativa pioneira no Brasil e tem como meta propor um novo conceito de agendamento de shows, circulação de artistas e turnês baseados em uma plataforma 100% virtual em sua negociação, que garantirá o mapeamento e acesso de artistas a circuitos e rotas brasileiras, construídas a partir da colaboração e contato direto dos usuários do sistema.

Fabrício Nobre, presidente da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), uma das entidades realizadoras da ação (ver relação completa abaixo), cita o SonicBids.com - site americado que conta hoje com milhares de cadastrados - para explicar as vantagens que a ferramenta brasileira promoverá no mercado da música independente nacional. "O SonicBids auxilia a negociação de mais de 60 mil shows ao ano. A idéia que é o TNB facilite do mesmo modo esse relação entre bandas, festivais, casas, coletivos e outros agentes interessados em se apresentar no Brasil". diz. "Lembrando que a ferramenta é apenas uma plataforma virtual de negociação, e que os esforços, tanto de investimento para a circulação e outros, deverão ser feitos pelos agentes envolvidos na transação e não pelo TNB", sublinha ele.
A Abrafin conta hoje com mais de 40 festivais associados, e conforme antecipa o presidente, vários deles disponibilizarão vagas via Toque No Brasil, onde também constará quais serão as condições de trabalho ofertadas, tais como cachês, receptivo e outros, que serão oferecidas aos artistas.

Além dos festivais, rede de casas de shows brasileiras chancelada pela Casas Associadas - outra entidade realizadora da ação - também já anunciou todo o empenho na garantia dos mais variados espaços, assim como o BMA (Brasil Música e Arte) e o Circuito Fora do Eixo (ambas também entidade realizadoras), que contam, respectivamente, com contatos internacionais e com mais de quarenta coletivos espalhados nas mais diversas regiões brasileiras. "Com essa quantidade de espacos ofertados, será possível circular inúmeras rotas, de ponto a ponta do Brasil, durante todo o ano. Essa constância é uma das principais moedas da rede social, que facilitará o planejamento dessas açõoes como nunca vista antes no Brasil", analisa Talles Lopes, da Casas Associadas.

Para Pablo Capilé, do Circuito Fora do Eixo, essa é um uma ação de continuidade, de um planejamento que vem sendo realizado por todas esas entidades. "Com todos elementos já é possivel analisar a força que uma ferramenta dessas traz ao circuito da música independente nacional, deixando claro, obviamente, que não basta só se cadastrar, é preciso empreender", finaliza ele.

Rede Social
A lógica de rede social já é notória em virtude de exemplos como MySpace, Orkut, Twitter, Facebook, ou sites com foco específico em alguma atividade, como no caso do site de empregos Catho. A diferença entre esses citados e o TNB, no entanto, além do enfoque, é que no Toque no Brasil qualquer festival, casa de show, e/ou outros projetos de circulação poderão se associar, tornando-se, assim, um ponto de circulação no mapa geográfico virtual da rede. No caso do artista, esse poderá fazer as vezes de vendedor de shows e/ou mesmo de um avaliador dos espaços, produções e/ou outros pontos ali cadastrados.

Vale também destacar, que no TNB a negociação de shows é o vínculo entre seus usuários - seja contrante ou contratado - e em um futuro breve, essa negociação sempre poderá ser avaliada em um sistema de meritocracia - fácil de entender para aqueles que já utilizaram serviços como eBay ou Mercado Livre - onde a operação de compra e venda é avaliada por ambas as partes envolvidas no negócio. No caso do Toque No Brasil, contratados e contratantes serão incentivados a qualificar a produção de shows propiciada pela rede social. Alêm disso, o sistema garantirá acesso a contatos para bandas e artistas em geral.

Grito Rock 2010
As primeiras vagas disponibilizadas pelo Toque no Brasil são promocionais e valem para o Grito Rock América do Sul 2010, que acontece em mais de cidades das cinco regiões do Brasil, além de 4 cidades na Argentina, na Bolívia e no Uruguai: Buenos Aires, Córdoba, Montevidéo e Santa Cruz de La Sierra. Inscrições vão de 5 a 15 de janeiro, são gratuitas e podem ser feitas no www.toquenobrasil.com.br . Vale destacar que só no Grito Rock, serão disponibilizadas mais de 500 vagas para bandas interessadas em circular a rede de festivais.

Versão 1.0 Beta
Esta primeira versão do projeto - lançado neste primeiro momento no idioma Português - traz um formulário de cadastro para que artistas efetivem suas inscrições para o Grito Rock 2010, bem como um sistema de cadastramento de eventos, festivais, casas de shows e outros pontos de circulação inscritos. Neste primeiro momento, o projeto enfocará o sistema de georeferenciamento, que primará por iniciar a construção da base de dados proposta pelo TNB. O sistema está sendo desenvolvido em parceria com a ferramenta portuguesa Mapa de Sala, projeto também colaborativo que tem como meta mapear salas de espectáculos em Portugal e Brasil. Em maio, uma nova versão do projeto será lançada, em formato trilingue.

Realizadores
O TNB é um projeto realizado a partir de uma parceria entre ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), BM&A (Brasil Música & Artes - entidade conveniada à APEX), Circuito Fora do Eixo e Casas Associadas. Mais informações sobre os realizadores podem ser encontradas nos respectivos sites: www.abrafin.org; www.bma.org.br; foradoeixo.org.br e casas-associadas.blogspot.com.

Sérgio Ugeda, da BMA, destaca, no entanto, que o atual conselho gestor formado pelas referidas entidades está aberto para a entrada de outras entidades interessadas participar do projeto. Para isso é necessário que as propostas sejam enviadas ao e-mail toquenobrasil@gmail.com.
Modelo de sustentabilidade - Dez entre dez artistas e produtores que atuam no setor da música independente brasileira afirmam que uma das principais ferramentas de sustentabilidade do músico ou banda do mercado da música atual é o show.

Tomando como parâmetro o grande mercado da música, conforme matéria publicada em março de 2009 no site the View, mesmo com o mundo vivendo um período de crise econômica, o mercado de shows musicais apresentou um crescimento de 10% em 2008, movimentando cerca de US$ 25 bilhões (entre venda de ingressos, publicidade e direitos de imagem) durante o ano.

No Brasil, especialmente se tratando do setor da música independente, a curva ascendente referente ao surgimento de novos festivais é um atestando de como o mercado de venda de shows vem se ampliando. Para se ter uma idéia, dados da Associação Brasileira de Festivais Independentes revelam que mais de novecentas bandas se apresentaram nos festivais da associação no ano de 2008; e que de 25 festivais associados em 2008, a organização saltou para 40 ao final de 2009.

Com o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor, a tendência é que esse mercado se amplie cada vez mais, consolidando a posição do TNB enquanto uma excelente ferramenta de prestação de serviços público com o foco no atendimento de produtores, artistas ae outros empreendedores atuantes no setor da música brasileira.

Mais informações

www.twiiter.com/toquenobrasil
toquenobrasil@gmail.com

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , , , , , , , ,

Notícias do Cidadão do Mundo: inscrições abertas para o Grito Rock 2010 e ABC do Som para download

Os amigos do espaço Cidadão do Mundo mandam dois avisos:

Grito Rock 21010: Primeiramente, estão abertas as inscrições para o Grito Rock 2010. As bandas que têm interesse de participar do evento devem se cadastrar neste link. Alerta: inscrevam-se o quanto antes, porque no ano passado houve mais de cem bandas interessadas em participar do evento. Os que forem se inscrever devem caprichar no material.

Download gratuito das coletâneas ABC do Som estão disponiveis: O Cidadão do Mundo promoveu em 2009 a Coletânea ABC do Som, dando continuidade à história inseparável entre música, cultura e São Caetano. Para fazer download da coletânea, clique aqui. E para entender a ligação da cidade e do ABC com o rock, leia o texto que Mao, vocalista dos Garotos Podres escreveu no encarte da coletânea de rock, clicando aqui.

Gostou do texto? Divulgue!

Tags : , , , , , , , ,