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Última lembrançaQuinta, 25 de Setembro de 2008- O mais surpreendente é que essa etapa também tem o seu encanto. Ao escutar essa declaração, ele não pôde deixar de pensar: “Encanto? Você que é um eterno otimista...”, porém, escolheu outras palavras para seguir a conversa: - Ouvir isso me alegra e conforta. Mas é possível explicar como se dá o encanto dela? - Acho que sim. Sabe quando alguém que gosta muito de você te dá um presente? - Sei. - To com esse presente nas mãos, tentando adivinhar o que é. Avaliando o peso e admirando o cuidado com que foi feito o embrulho. Eu me sinto novamente um menino: curioso e até um pouco ansioso. Pode parecer contraditório, mas de certa forma isso me revigora. - Pois eu é que me sinto presenteado em te ouvir. Espero que você ainda demore a desembrulhar esse presente. E, principalmente, que aproveite o encanto de cada laço que for retirando. Ele sorriu com carinho. Silenciosamente, encostou-se ao sofá e, de olhos ainda abertos, saciou a própria curiosidade. |