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Pela manhãSexta, 25 de Julho de 2008O raio de sol entrava pela fresta única entre as cortinas. Aquela sólida linha amarela era tudo o que iluminava o pequeno apartamento naquela manhã. As partículas de poeira dançavam pela faixa de luz. A criança, que havia começado a engatinhar alguns dias antes, acordou e arrastou-se do quarto sozinha, procurando instintivamente pela mãe. A encontrou no centro da sala e ensaiou o que seria a primeira fala de sua vida. Mas, na verdade, não saiu nada muito além de um gemido. Tateando pelo chão, a criança apertava os frios dedos da mãe e tentava subir sobre ela. Por fim, desistiu e, sentada ao chão, preparou-se. Saíram o que foram as primeiras palavras: Ma-mã. Mas não havia ninguém para ouvi-la no apartamento. Farmacêutica, a mãe sabia muito bem como pôr fim ao sofrimento que vinha lhe corroendo.
escrevi e saí correndo:
Fábio Inverídico | 4 comentários
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