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Desanuviar
Desanuviar
Segunda, 25 de Agosto de 2008
Eu tenho os meus segredos.
Alguns bons, outros, nem tanto.
Para tais, soterrados no sótão do pensar.
Domando meus fantasmas.
Tudo culpa do meu jeito?
As conexões presentes, atando e desatando cada nó.
Para cada sonho uma surpresa.
Para cada surpresa, um novo caminho.
Do meu tortuoso horizonte vejo as mudanças.
E tudo o que eu vi naquele dia, sibila em minhas pupilas.
Gradativamente, como doses homeopáticas.
Todas as incertezas desapareceram.
O medo se fez refém da verdade.
Não faço mais parte dessa realidade inventada.
Não preciso de toda essa parafernália concretizada.
E sigo a linha imaginária do tempo.
Tudo indo e vindo, alegria.
Até onde posso ir, o que preciso fazer.
E depois daquele encontro.
O que era bom se tornou presente.
Lembro do calor do seu abraço.
E levo comigo a certeza do que sobrou para o futuro.
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