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As Irmãs FauvisDomingo, 20 de Julho de 2008
Henri Matisse, A Dança, 1909 - Mãe eu vou numa réivi. - Numa o quê? - Numa réivi, mãe, todo mundo está indo. - Réivi? O que é isso, minha filha? - Ah, mãe é tipo assim, uma festa, que vai todo mundo e fica todo mundo dançando e é muito grande. Tipo é a maior festa do mundo! Não é que a mãe de Tatiana Fauvis não confiasse nela, mas é que ela às vezes mostrava ser um tanto inocente. Inocente era o que o falecido pai chamava de burra. A mãe concordou, mas com a condição de que ela fosse com as irmãs. Todas elas. Ana Fauvis, Katarina Fauvis, Natasha Fauvis e Vânia Fauvis,a mais velha e que era uma fera. As cinco irmãs chegaram e rapidamente foram engolidas pelas luzes coloridas e pela música poderosa, dançando juntas enquanto Vânia, a mais velha das cinco vigiava com cuidado sobre as outras quatro, incumbida de mantê-las longe de confusão. Não foi nada fácil, pois a o nível de responsabilidade era proporcional à idade. O tempo necessário para dispersar-se, também. Tatiana foi a primeira a desaparecer na noite, seguida por Ana, Katarina e finalmente, Natasha deixaram Vânia dançando discretamente, agarrada em sua bolsa e procurando as irmãs ao seu redor. Quando percebeu que elas poderiam estar bebendo, disparou atrás delas. Foi uma desesperada procura, mas ela conseguiu encontrar as quatro reunidas ao redor de um menino lindo, Henrique, que rapidamente apresentou-se. Vânia puxou Tatiana de lado. - Quem é esse cara? – Esbravejou a fera para a moça inocente, digo burra. - Relaxa, Vânia, ele é tipo assim, muito doce. É um fofo. E ele até me ofereceu uma bala! - Bala? Que bala, Tati? - Ah, sei lá, depois ele entrega. - Tati, você é louca?! Mas Tati já estava longe, de volta à rodinha animada, onde Henrique oferecia a todas elas goles de sua garrafinha de água. Não demorou e um calor poderoso tomou conta das meninas, que aos poucos dançavam mais e mais animadas, tirando peças de roupas, que de repente estavam agarrando seus braços e pernas, atrapalhando os movimentos da batida frenética. - Tati, desculpa ter gritado com você. Eu te amo. - Eu também te amo minha irmã! - Eu também amo vocês duas. E você e você. - Eu também te amo! Eu amo esse chão verde! - Eu amo vocês todas! - Que azul lindo que o céu está! E as roupas caiam. Logo estavam as cinco de mãos dadas, dançando vergadas sob o peso primitivo da batida tribal, se contorcendo, se abraçando e trocando juras de amor e fidelidade e amizade eterna. Naquele exato momento milhares de blogs foram abastecidos com vídeos e fotos das cinco irmãs nuas dançando e trocando afagos. As novas celebridades instantâneas acordaram dois dias depois na maior ressaca possível, sem saber de onde vinha aquele estrago. A mais nova delas ainda achando muito fofo o menino que lhe oferecera uma balinha.
coisas que acontecem por aí sempre acontecem com
Felipe Tazzo | 1 misericordioso comentário
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