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Sina das estrelas

Quarta, 18 de Junho de 2008

Sair do anonimato em um lance incrível, um gol inacreditável, uma defesa milagrosa. Acredito ser esta a sina de todas as principais estrelas do futebol.
São seres iluminados que fazem deste único instante um longo período de glórias.
Um dos exemplos mais claros desta consagração meteórica é o gol de Ronaldinho Gaúcho pela seleção, contra a Venezuela, na Copa América de 99, no Paraguai, ainda com a camisa 21. Naquela vitória de 7 a 0, o dentuço, atacante do Grêmio, “desconhecido” dos grandes clubes europeus carimbou o seu passaporte de estrela em um lençol incrível sobre o zagueiro venezuelano, um toque sutil sobre o defensor da cobertura e um chute forte.
Ali, muitos disseram, seu salário saiu de R$ 7 para R$ 35 mil mensais.
Outro lance exemplo destes foi o terceiro gol de Paolo Rossi, na vitória de 3 a 2 contra o Brasil que desclassificou a nossa seleção da Copa de 1982. O desacreditado italiano saiu consagrado daquele jogo e usufrui daquele momento até hoje.
Para citar um goleiro: Gordon Banks é considerado um dos 5 melhores do mundo por espalmar aquela cabeçada a queima roupa de Pelé, na vitória brasileira (1x0) contra os ingleses, na Copa de 70.
Peço aos leitores e aos meus amigos colaboradores que me ajudem nesta empreitada de identificar quais foram as jogadas que fizeram de Pelé, o Rei. De Romário, o Baixinho. De Ronaldo, o Fenômeno. De Adriano, o Imperador. De Lionel, Messi. De Juan Romam, Riquelme. De Diego, Maradona. De um jovem português, o melhor jogador em atividade no mundo. De Gérson, o Canhota de Ouro. De Eduardo Gonçalves de Andrade, Tostão. De Arthur Antunes Coimbra, Zico.
Estou certo de que todos tiveram o primeiro, o único momento, a jogada específica, que os tornaram estrelas indiscutíveis, unânimes do nosso futebol.
Para citar mais casos, os corintianos certamente se lembrarão de Basílio, na final do Paulista de 1977, que tirou o timão de um fila que já durava longos 23 anos.
Viola, sem dúvida alguma, se transformou em ídolo corintiano com status de estrela após o gol na final do Paulista de 88, na vitória de 1x0 contra o Guarani.
Recentemente, Alexandre Pato, aos 17 anos, surgiu como estrela para o futebol, aqui, em São Paulo, na goleada de 4x1 do Inter sobre o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, pelo Brasileiro de 2006.
Quem será o próximo?

Para pensarmos juntos: 
Felipe, goleiro?
Dunga, técnico?
Ronaldo, homossexual?
Cabañas, mais um “gordo-craque”?
Felipão, caretas no Chelsea?
São Paulo, melhor sem Adriano?
Ronaldinho Gaúcho, fora dos gramados por estar descontente com impostos?
 



Por Rodrigo Planet | 3 disseram