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Para frente, Brasil

Terça, 8 de Julho de 2008

Parece que o futebol está ganhando ares mais ofensivos. No ano da zebra de 2004, Once Caldas e Grécia foram campeões da Libertadores e da Eurocopa, respectivamente, com times excessivamente defensivos. Era a moda. Neste ano, LDU e Espanha também ganharam esses torneios como zebras, mas com um futebol bem mais avançado. Nós, torcedores, agradecemos.

O mesmo pode-se dizer do Manchester, que resgatou o saudoso 4-3-3 da década de 80 e faturou a Liga dos Campeões e o Campeonato Inglês com Tevez, Rooney e Cristiano Ronaldo no ataque. Até mesmo o saudoso Felipão, famoso por seus times fechados, lançou mão do sistema com a seleção de Portugal. Não ganhou nada, é verdade, mas Portugal nunca ganha nada mesmo. Então, pelo menos, que jogue mais bonito.

No Brasil, o Flamengo, que lidera com folga o Brasileirão, é um time que privilegia mais o ataque do que a defesa. O Cruzeiro, que vem logo atrás, também. Fora isso, antigos meias ruins, como o Léo Lima, do Palmeiras, e o Hernanes, do São Paulo, estão se saindo bem como segundos volantes graças à técnica mais apurada com a bola nos pés. Essa tática, às vezes, até supre a ausência que estamos sentindo de bons “camisas 10”.

E na contra-mão dessa onda, quem está? O nosso caríssimo Dunga. Ah, Seu Dunga... Até que eu acho que foi bem na convocação para as Olimpíadas. Lucas, Hernanes e Anderson são volantes mais clássicos, o que deve tornar o time mais ofensivo. Agora, me diga, por que ele não faz o mesmo com a seleção principal? Com três e, às vezes, até mesmo quatro volantes no meio-campo, à moda 2004, o velho senhor da garra transformou o Brasil em um time ridículo. Nem quando ganha dá gosto de ver.

É claro que alguém aí vai dizer que futebol bonito também perde jogo, como o de 1982, mas e daí? Pelo menos é bacana de ver. Mesmo porque, se for para jogar na retranca, que o faça com competência, como o Felipão e todos os times decentes do Grêmio.

O lance é que as pessoas têm de encarar o futebol como um troço para divertir o povo. É muito irritante quando tentam burocratizá-lo, como faz o atual técnico canarinho. Neguinho chega em casa depois de trabalhar o dia inteiro, tomar multa no radar a menos de 50 km/h, passar batido pelo bar para não ser pego pela lei seca em plena sexta-feira e ainda tem que agüentar o Dunga com seus terninhos ridículos dando a 10 para o Júlio Baptista. Assim não dá, meu irmão. Assim não dá.



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