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Heróis Olímpicos em um país bizarroTerça, 26 de Agosto de 2008Acabaram as Olimpíadas e vejo de duas formas a participação brasileira em Pequim. Muito boa se levar em consideração as conquistas pessoais dos atletas e decepcionante se pensarmos em quanto foi gasto na preparação dos Jogos para ficamos atrás de países muito menores que nós. A participação brasileira ficará marcada pela superação das meninas em muitos esportes. Pela primeira vez tivemos um outro no vôlei e no atletismo e também inauguramos nosso quadro de medalhas femininas no judô, taekwondo e no iatismo. Maurren Maggi, Fofão e companhia, as iatistas Isabel Swan e Fernanda Oliveira, as lutadoras Natália Falavinha (taekwondo) e Ketleyn Quadros (judô) fizeram nossa cota de superação no evento. Não podemos esquecer César Cielo que não só mostrou talento no Cubo D´água, mas uma estratégia perfeita batendo seguidamente o Recorde Olímpico dos 50 metros nado livre. Porém o que todos esses heróis tem em comum? Todos eles só apareceram porque tem um apoio familiar por trás. Nenhuma das medalhas ou vitórias conseguidas tem um dedo de participação de dirigentes esportivos do país. Porque, caro leitor, é muito fácil rir do levantador de peso que caiu de costas após errar uma tentativa, xingar o Diego Hypólito, Thiago Pereira ou um dos judocas por terem falhado na hora H, criticar as meninas do handebol que perderam um jogo fácil para a Suécia e foram eliminados. Porém, coloquem-se no lugar deles e pense como seria sua performance caso estivesse lá e, por exemplo, sumissem com sua vara antes da final do salto. E o pior, sem nenhum dirigente da Confederação Brasileira de Atletismo para te apoiar e tentar solucionar o problema. Imagine você chegar para disputar uma maratona e perceber que seu uniforme é vários números maior que o seu e precisar pedir roupa emprestada. Isso sem contar a falta de estrutura para formação e preparação de atletas em quase todas as modalidades. E, depois do fenômeno Usain Bolt, nem poderemos mais cantar aquela música do Casseta “Se o esporte daqui é assim, imagina o da Jamaica”.
nós fomos na fazendo visitar o bucuru com o
Denner Gomes | sigam-me os bons
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