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Festa da ginásticaTerça, 19 de Agosto de 2008É fácil meter o pau depois que perde. Mas já que é fácil, vou meter também. Não faz muito tempo fui ver um jogo do Palmeiras no Palestra Itália contra o Santa Cruz. Naquele dia, o time pernambucano jogou todinho recuado com um tal de Rosenbrinck no ataque. Sozinho, o coitado teve que se virar o jogo inteiro para pegar as rifadas da defesa. Rosenbrinck foi bem. Fez gol, o Santa Cruz empatou o jogo e o atacante até foi contratado pelo Palmeiras depois. Só um parênteses (meses depois, fui a outro jogo em que os torcedores pediam para o fisioterapeuta não levar o Rosenbrinck para o departamento médico porque ele beberia todo o álcool do estoque). Mas enfim, o fato é que o Brasil, pentacampeão do mundo, o país do futebol moleque, os meninos do samba, jogou à la Santa Cruz conta a Argentina. Sóbis foi o Rosenbrinck do Brasil. Só que do outro lado não estava o Palmeiras, e sim a Argentina. Esse é o estilo Dunga, e todo mundo já sabia disso. Agora, me diga: o que adianta convocar bem e escalar mal? Perder para os hermanos é normal, mas escutar do técnico deles que o time do Dunga não ataca é triste. Boa culpa é do Sr. Ronaldinho. Eu que tanto o defendo admito que até a Dayane teria jogado melhor que ele com a 10. Ele não foi segundo atacante e muito menos meia de ligação. Um outro jogador no ataque, centroavante (como o Guilherme, e não o Jô), de preferência, teria ido bem melhor. Já que foi obrigado a escalar o gaúcho enganador, o Dunga podia ao menos tê-lo recuado e tirado o Diego, que é uma espécie de Alex piorado do futebol brasileiro. Ou então o inútil do Anderson, que não ataca e muito menos defende (esse poderia ser trocado até pelo Bimba). Ah, o Anderson marca bem, costumam dizer. Se marca bem, vai jogar de zagueiro, e não de meio-campista. Eu o acho ruim para cacete. Um eterno reserva de time bom. O mais incrível é que o Brasil tinha volantes bons, laterais bons, um bom goleiro, zaga forte e... um quarteto ofensivo ridículo. Até o Pato, esperança de todos, virou frango. Desde a Copa de 30 o Brasil é caracterizado por ter um ataque dos sonhos. Mas o Dunga acha que o bacana mesmo é tomar um gol antes de atacar. O nome dele é de anão, mas bem que ele podia não pensar tão pequeno (sem ofensa aos pequeninos, é só uma piadinha politicamente incorreta). A turma da ginástica assistiu ao jogo. Devem ter ficado felizes por não passarem vergonha sozinhos. Parabéns pelo bronze, Dunga. Não vai ficar jogado no chão, como o do sueco lutador, mas vai ficar no fundo da prateleira, atrás da taça que você deve ter ganhado nos Jogos Escolares, simbolizando a eterna vergonha olímpica brasileira.
Tá lá um corpo estendido no chão por
Dr. Peçanha | balançaram as redes
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