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Eu ainda quero matar o Alexandre LopesQuinta, 17 de Julho de 2008O time montado por Tite para o Brasileião de 2004 talvez tenha sido o último esquadrão genuinamente corinthiano da história. Todo mundo era raçudo demais, os caras ruins tinham estalos de genialidade (vide Fábio Baiano) e a camisa preta-e-branca era o único ídolo da torcida. Foi nesse clima que o grito "Corinthians minha vida" nasceu e também foi nesse clima que reencontrei o maldito Alexandre Lopes. O técnico do Inter precisou retrancar ainda mais o covarde time colorado, e chamou do banco um tal de Alexadre. O lendário narrador da Secretária Municipal de Esportes e Lazer caprichou como sempre, multiplicou as vogais e sacramentou a substituição. Ali pertinho do campo, vi que aquele não era apenas mais um desconhecido do Inter. Era um dos caras que eu mais odiei na vida (e ainda odeio). O zagueiro que eu mais vi fazer gols contra, penaltis estúpidos, furadas bizonhas e que sozinho arruinou uma das melhores participações do Corinthians na Libertadores. Senhoras e senhores, era o maldito Alexandre Lopes que entrava de fininho. Dissimulado. Quase ninguém lembrou. Mas reativei na minha cabeça o plano que tinha em 1996: entrar no estádio com os tênis cheios de pilhas. E tacar todas na cabela quadrada e oca do pior zagueiro que já tinha visto jogar (na época ainda não tinha visto o Valdsón). Se um dia eu descobrir onde ele mora, talvez ainda tente fazer isso. Não acho selvageria. É até pouco. No primeiro jogo Corinthians x Grêmio, na Libertadores de 96, o corinthiano sofreu como nunca, e não foi só pelo placar de 3x0. Chovia pra caralho. Mais de um conhecido meu teve o RG ensopado pela chuva e ninguém que viu aquele jogo deve ter escapado de uma puta gripe no outro dia. Tudo isso para ver a atuação de gala do maldito Alexandre Lopes. Os três gols foram culpa direta dele. Ou ele não pulou no escanteio ou deixou a bola dribla-lo em um cruzamento ou ele furou a bola e armou o contra-ataque. Falha em cima de falha. Com um time pior, há um ano, o Corinthians já havia derrubado o Grêmio do Felipão. Aqui e lá. Em 1996, também dava para ganhar, não fosse o maldito Alexandre Lopes. Até hoje, quando algum zagueiro-revelação é pretendido por vários clubes, como foi com o maldito, eu torço um pouquinho para que o Corinthians não consiga.
assinalado pelo ex-menino carvoeiro
Juliano JuBash | 4 comentários
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