|
|
Home >
Bate-Bola >
Eterno Parceiro
Eterno Parceiro
Quarta, 2 de Julho de 2008
Washington é o nome do Fluminense, no título inédito da Taça Libertadores, que os cariocas irão conquistar contra a LDU, no Maracanã, na finalíssima, hoje à noite.
“A imutabilidade do futebol e outros contos curtos” texto inédito do nosso colega Sérgio Vinícius, nos remeterá, se tudo der certo, a uma futura coincidência: “Washingtons” fazerem história no tricolor carioca.
Essa história começou na década de 80 quando aquele Washington tinha um verdadeiro parceiro, Assis. Em 1984, os dois foram campeões brasileiros sob o comando de Carlos Alberto Parreira. Mesmo ao tricolor mais fanático, não há lembrança mais recente de ídolos como os que formaram o “casal 20” e que por alguns momentos ofuscaram a carreira de Zico, Nunes e companhia contra o arqui-rival rubro negro que naquela época era repleto de jogadores da seleção.
Foi, sem dúvida alguma, o melhor time que passou pelas Laranjeiras nos últimos anos.
O Washington de hoje também pode encontrar o seu verdadeiro parceiro: Dodô. Cabe agora que este entenda, de uma vez por todas, que a conquista pode ser sim dividida para o bem comum. Que o malaco marrento saia do banco para o gramado do Maracanã sabendo que sagrar-se campeão inédito da Libertadores ao lado de Washington, irá eternizá-los como ocorreu com aquela dupla no passado.
Para isso, Dodô, antes de tudo, terá de mudar a postura ridícula adotada após a derrota, no Equador: responsabilizar os que estavam em campo no primeiro tempo quando os “malucos” da LDU abriram larga vantagem de 4 a 1. Hoje ele terá a chance de se redimir das declarações estúpidas e de apenas jogar futebol, o que realmente sabe fazer muito bem. É o dia de deixar a máscara de pirata no vestiário, as reclamações com o massagista no banco de reservas e entrar em campo para ser ídolo da história do Fluminense. E parceiro eterno de Washington.
|