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Esporte?
Esporte?
Quarta, 30 de Julho de 2008
Mesmo como grande admirador de todos os esportes _tenho paciência até para ver algumas sessões do PGA tour de golfe_ recentemente ando bastante chocado com o surgimento de novas “modalidades esportivas”.
A questão a discutir é quais são os requisitos para classificar tais atividades como esporte. Pelo que anda ocorrendo por aí, talvez a regra seja baseada apenas no retorno financeiro que tais espetáculos proporcionam aos investidores.
A começar pelo poker, os americanos transformaram um jogo de cartas em um “esporte” milionário. Pelo ângulo do marketing é um negócio fantástico que só tomou formato de esporte ou vem tendo tal visibilidade por ser transmitido pela ESPN, o maior canal de esportes e o primeiro veículo de comunicação segmentando do mundo.
Outro exemplo são algumas modalidades dos X-Games. Não me refiro aqui sobre as corridas de motocross, o skate street ou vertical, mas sim aquelas provas de saltos acrobáticos de motos. Será que tudo isso é esporte? Será que concorrer para se tornar o “homem mais forte do mundo” remete a prática de algum esporte.
Mas, na verdade, o que motivou mesmo esta minha reflexão ocorreu na última segunda-feira. Selecionei a ESPN e acompanhei a transmissão do Campeonato Mundial de vídeo-game, patrocinado pela Major League Gaming, liga profissional norte-americana de vídeo-game fundada em 2002 e que conta com milhares e milhares de filiados.
Na edição deste ano participam 250 equipes e mais de 1000 atletas que disputam nada menos que um prêmio de US$ 500 mil para o melhor time e distribui US$ 50 mil ao campeão individual, totalizando uma premiação de mais de US$ 1,5 milhão.
Há 9 dias do início de Pequim tal história certamente iria desmotivar 90% dos atletas olímpicos, que treinam a vida toda e certamente não convivem com tais perspectivas.
Será que hoje não é melhor jogar vídeo-game do que se tornar campeão olímpico?
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