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Errei mesmo
Errei mesmo
Sexta, 18 de Julho de 2008
Talvez fosse 1992. Ou 1993. Era um torneio simples, quatro times divididos entre as duas turmas que faziam juntas as aulas de educação física às sextas. Jogos rápidos para tudo ser resolvido no período que tínhamos até a hora do intervalo.
Fomos à final. Nem lembro quem estava no meu time. Daquela época não tenho mais contato com ninguém. A questão é: fomos à final. E, com o jogo empatado por 0 a 0, tivemos um pênalti a nosso favor.
O goleiro adversário era um moleque magro, sempre muito quieto, daqueles tímidos que fazem parte de uma turma geralmente excluída do restante da sala. E eu era o cobrador do pênalti.
Óbvio, errei a cobrança. Chutei forte e acertei a trave. A bola saiu pela lateral, alguém cobrou rápido e, alguns segundos depois do meu erro, eles marcaram. Perdemos por 1 a 0.
Aquele moleque magrelo, no seu dia de herói, ainda falou alguma coisa para encher meu saco. Não lembro o que era. Nem do nome ou da cara dele. Aposto que ele nem lembra da história.
Aliás, nem eu lembrava. Só voltei a pensar na história porque, há dois ou três sábados, errei uma cobrança de pênalti. Não valia título de torneio na aula de educação física. Mas valia a permanência na quadra. Chutei na trave.
Eu sou zagueiro pô!
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