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Dossiê ZicoQuinta, 25 de Setembro de 2008
Ele foi, ele é e ele sempre será um perdedor, quase que um Vanilla Ice do futebol. Aos fatos. Qualquer um que viu os teipes de Flamengo x Patético MG na Libertadores de 1981 pode constatar que haviam forças obscuras ajudando o arqui-rival do Madureira. E se existe uma força obscura mais poderosa que o bicheiro Castor de Andrade, só pode ser a Rede Globo. Que o diga José Roberto Wright, juiz daquele jogo e comentarista da Globo. Olha que mundo pequeno, rapaz! Bom, é aí vem a revelação bombástica. A Globo precisava de um jogador branco para assumir o trono de Pelé. O Rei era um bom negócio. Um ótimo negócio. Mas uma belo dia ele saiu para comprar cigarros e só deixou o Édson no seu lugar. O Brasil da recessão, da ditadura e da Gretchen, precisava de um ídolo digno. E não poderia ser um niilista alcoólatra, como o Sócrates. Precisam de um rostinho bonito, cabelo na testa e jeito de bom moço. Os Marinho decidiram: vamos fazer uma peneira com “garotos de Ipanema”, o melhorzinho será o 10 do Flamengo. Até onde a reportagem conseguiu apurar, a peneira secreta conseguiu selecionar quatro candidatos: eram os jovens Kadu Moliterno, André de Biase, Vitor Fasano e Mário Gomes. Os dois primeiros, eram loiros demais, a fraude ficaria evidente. O terceiro, foi vetado pela diretoria do Mengo, mas foi indicado para o São Paulo, afinal ele era o jogador mais classudo desde Ademir da Guia. Sobrou o Mario Gomes. Bonnie já imaginava os olhos verdes de Mario Gomes inspirando músicas da “Torxrxrcida Juóóvem”. Mas o imponderável aconteceu. O jovem Mário Gomes e seu amigo Victor Fasano armaram uma festa para comemorar. Em vez de serem atores medíocres, seriam craques do futebol, ganhariam milhões e viajariam o mundo. Decidiram fazer uma festa para comemorar. Jovens, bonitos, globais e craques. Victor Fasano e Mário Gomes só tinham planos e alegrias em seus corações. O que fazer então, senão festejar loucamente? Foi o que aconteceu com os dois jovens que a Globo havia escolhido para serem as novas caras do futebol brasileiro. Mas a farra acabaria de maneira trágica. Um dia antes de começar a treinar, Mário e Victor se envolveram em uma orgia com Regina Cazé e Serguei. O saldo arruinou os planos da Globo: Victor fugiu para a reserva florestal da Tijuca para se curtir na natureza. Mário Gomes. Bem, todo mundo sabe qual legume está ligado ao Mário Gomes... A cúpula da Globo se revoltou com a história da cópula com a cenoura. Decidiu então que o primeiro moleque que descesse de um trem do subúrbio e não tivesse o cabelo black-power, seria o novo Pelé. Em um lance de sorte, Arthur Antunes Coimbra desceu do ônibus com o seu cabelo de Jeff Buckley carioca. E o resto da história todo mundo sabe... Zico virou o maior jogador de futebol dos anos 80. Plim-Plim.
Está lá na Wikipédia para quem quiser ver: Zico tem também a nacionalidade portuguesa. Salvo engano, Quintino não é o bairro da colônia portuguesa no Rio de Janeiro e, desde sempre, jogar Campeonato Português não é coisa para jogador de primeira linha. Concluímos então que Zico é um Deco piorado. Tentou trocar de país por alguns trocados, mas fracassou clamorosamente na Europa. Se bem que para um jogador que é considerado o maior da história do Olaria, quer dizer, do Flamengo, jogar na Udinese deve ser mesmo uma honra. O giro global da farsa Zico continua no Japão. RáÁá (como gritaria Serginho Mallandro)! Que país rico e sem tradição no futebol uma mega-enganação dos anos 80 escolheria para pilhar? O Japão é claro. Zico, chamado até de Deus pelos inocentes orientais, fazia uma dupla letal com Alcindo. Se até o maior baluarte mundial do penteado careca-com-mullett era ídolo na recém-criada J-League, é natural concluir que o Galinho jogar bem naquelas bandas é prova de que o nível do Campeonato Carioca não deve nada ao Torneio Clausura de Tokelau, o popular Tokelauzão.
assinalado pelo ex-menino carvoeiro
Juliano JuBash | 9 comentários
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