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Sonhando...

Segunda, 6 de Outubro de 2008

O juventino deita-se para dormir...

'Não há dúvida. O primeiro gol contra o Atlético-MG é a prova definitiva de que o Palmeiras será campeão brasileiro. A troca de passes na área adversária, a visão do Alex Mineiro e a finalização perfeita do Leandro. Ninguém segura um time capaz de uma jogada dessas.

Apesar que o Grêmio tem uma série boa, de três jogos, para embalar novamente nesta reta final. O time não é brilhante, mas na empolgação é difícil segurar. E se repetir o bom momento que já teve anteriormente, não precisa temer nova queda de rendimento, já que o campeonato está na reta final.

O problema para os gremistas é justamente o primeiro jogo realmente difícil após uma seqüência tranqüila. O Cruzeiro também tem tudo para chegar a este confronto direto após algumas vitórias seguidas. Dizem que o time é novo e tudo mais. Verdade. Mas depois de perder pontos para outros times, os cruzeirenses vão ficando mais espertos. E capacidade eles têm para vencer o Grêmio no Mineirão. Só o Inter seria um jogo realmente duro, fora de casa. Mas será no fim, com os gaúchos já fora do páreo.

Bem, mas falando em seqüência, ninguém tem melhor do que o Flamengo. Dos próximos sete jogos, seis são no Rio, contando dois clássicos contra o moribundo Vasco e o freguês Botafogo. E mais a empolgação toda da mídia e de sua própria torcida. Muito difícil segurar o Flamengo rumo ao sexto título do Brasileirão.

Agora, se o Flamengo é o favorito, o que dizer do São Paulo, que venceu duas vezes os rubro-negros. Começa a ganhar uma, ganha duas e os títulos dos dois últimos anos já pesam nas costas dos outros times. O São Paulo é time de chegada. Os outros não irão agüentar a pressão....'

Dormiu.

bibibi e bóbóbó por: Xandão | Fala mais pô!


Dossiê Zico

Quinta, 25 de Setembro de 2008


Você já deve ter percebido: o Galinho de Quintino foi uma fraude. Motivos não faltam, mas ninguém, até agora, havia conseguido provar isso. Até agora. Depois de horas de entrevistas e meticulosas análises dos 731 jogos que ele fez com a camisa do Freddie Krugger, é inegável a conclusão de que: Zico não jogava nada.

Ele foi, ele é e ele sempre será um perdedor, quase que um Vanilla Ice do futebol. 

Aos fatos.

Qualquer um que viu os teipes de Flamengo x Patético MG na Libertadores de 1981 pode constatar que haviam forças obscuras ajudando o arqui-rival do Madureira. E se existe uma força obscura mais poderosa que o bicheiro Castor de Andrade, só pode ser a Rede Globo. Que o diga José Roberto Wright, juiz daquele jogo e comentarista da Globo. Olha que mundo pequeno, rapaz! Bom, é aí vem a revelação bombástica.

A Globo precisava de um jogador branco para assumir o trono de Pelé. O Rei era um bom negócio. Um ótimo negócio. Mas uma belo dia ele saiu para comprar cigarros e só deixou o Édson no seu lugar. O Brasil da recessão, da ditadura e da Gretchen, precisava de um ídolo digno. E não poderia ser um niilista alcoólatra, como o Sócrates. Precisam de um rostinho bonito, cabelo na testa e jeito de bom moço. Os Marinho decidiram: vamos fazer uma peneira com “garotos de Ipanema”, o melhorzinho será o 10 do Flamengo.

Até onde a reportagem conseguiu apurar, a peneira secreta conseguiu selecionar quatro candidatos: eram os jovens Kadu Moliterno, André de Biase, Vitor Fasano e Mário Gomes. Os dois primeiros, eram loiros demais, a fraude ficaria evidente. O terceiro, foi vetado pela diretoria do Mengo, mas foi indicado para o São Paulo, afinal ele era o jogador mais classudo desde Ademir da Guia. Sobrou o Mario Gomes. Bonnie já imaginava os olhos verdes de Mario Gomes inspirando músicas da “Torxrxrcida Juóóvem”.

Mas o imponderável aconteceu. O jovem Mário Gomes e seu amigo Victor Fasano armaram uma festa para comemorar. Em vez de serem atores medíocres, seriam craques do futebol, ganhariam milhões e viajariam o mundo. Decidiram fazer uma festa para comemorar.

Jovens, bonitos, globais e craques. Victor Fasano e Mário Gomes só tinham planos e alegrias em seus corações. O que fazer então, senão festejar loucamente? Foi o que aconteceu com os dois jovens que a Globo havia escolhido para serem as novas caras do futebol brasileiro. Mas a farra acabaria de maneira trágica. Um dia antes de começar a treinar, Mário e Victor se envolveram em uma orgia com Regina Cazé e Serguei. O saldo arruinou os planos da Globo: Victor fugiu para a reserva florestal da Tijuca para se curtir na natureza. Mário Gomes.
 

Bem, todo mundo sabe qual legume está ligado ao Mário Gomes...

A cúpula da Globo se revoltou com a história da cópula com a cenoura. Decidiu então que o primeiro moleque que descesse de um trem do subúrbio e não tivesse o cabelo black-power, seria o novo Pelé. Em um lance de sorte, Arthur Antunes Coimbra desceu do ônibus com o seu cabelo de Jeff Buckley carioca. E o resto da história todo mundo sabe... Zico virou o maior jogador de futebol dos anos 80. Plim-Plim.

 

  • BONUS TRACK - World Wide Zico

Está lá na Wikipédia para quem quiser ver: Zico tem também a nacionalidade portuguesa. Salvo engano, Quintino não é o bairro da colônia portuguesa no Rio de Janeiro e, desde sempre, jogar Campeonato Português não é coisa para jogador de primeira linha. Concluímos então que Zico é um Deco piorado. Tentou trocar de país por alguns trocados, mas fracassou clamorosamente na Europa. Se bem que para um jogador que é considerado o maior da história do Olaria, quer dizer, do Flamengo, jogar na Udinese deve ser mesmo uma honra.

O giro global da farsa Zico continua no Japão. RáÁá (como gritaria Serginho Mallandro)! Que país rico e sem tradição no futebol uma mega-enganação dos anos 80 escolheria para pilhar? O Japão é claro. Zico, chamado até de Deus pelos inocentes orientais, fazia uma dupla letal com Alcindo. Se até o maior baluarte mundial do penteado careca-com-mullett era ídolo na recém-criada J-League, é natural concluir que o Galinho jogar bem naquelas bandas é prova de que o nível do Campeonato Carioca não deve nada ao Torneio Clausura de Tokelau, o popular Tokelauzão.



assinalado pelo ex-menino carvoeiro Juliano JuBash | 8 comentários


Ódio eterno ao futebol moderno

Terça, 23 de Setembro de 2008

Sei que é coisa de velho, mas estou tremendamente irritado com o futebol de hoje em dia. Não, nada a ver com o Corinthians na segunda divisão, mas com a maletice monstro de alguns jogadores de futebol.
Vou listar algumas coisas aqui que me fazem declarar ódio ao futebol moderno.

1) Muleques que se acham os maiores do mundo.
Não dá para admitir um cara como o Pato ter esse nome que ele tem. O que ele ganhou? O que ele fez de útil (tirando destruir a porcada em 06). Esse endeuzamento de qualquer bostinha é muito zuado. E o que é pior, basta fazer um gol no Tronso da Noruega que todo mundo começa a babar ovo de novo.

2) Pouco valor dos nossos times
Hoje o CSKA, Dínamo de Kiev, Al Alih, Hertha Berlin, Fernebahce, Catania, Fulham, Celta de Vigo, são muito mais importantes que Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Vasco, etc... Não adianta, quando um jogador pensar em clube, vai dar mais valor a esses citados acima em nome do “profissionalismo”, não importando que esses são times grandes do chamado “Maior futebol do mundo”.

3) Monte de empresário Filho da Puta
É um que empresta dinheiro para diretoria corrupta trazer seus próprios jogadores, outro que faz a cabeça do muleque para fazer corpo mole e ser vendido, etc. Nada contra o empresário, desde que ele seja honesto e não pense que agenciar um jogador é fazer dessa promessa um poço de arrogância.

4) Profissionalismo exagerado
Hoje isso é a principal desculpa para um jogador que está cagando e andando para o clube e a torcida que está jogando.
Surgiu uma proposta para jogar na segunda divisão da Austrália?? Eu vou porque sou profissional. Voltar para jogar no maior rival? Claro, sou profissional. Opa, tão te chamando para jogar no 7 de Setembro do bairro Nova Gerty... Apesar de voltar para o Brasil á um mês, eu vou porque sou profissional.
Profissional de cu é rola.

5) Comemoração mala na hora do gol
Nada me irrita mais que o merda do Robinho fazer um gol e sair chupando o dedo. Ou o Pato fazendo coraçãozinho para a namorada, mesmo todo mundo sabendo que ele deve fazer a banca nos inferninhos de Milão. Isso sem contar a cara de “Eu sou demais” que eles fazem.
Saudades do tempo que o Neto deixava metade do joelho na grama, que o César Maluco pulava no alambrado para comemorar o gol. Nada contra homenagear o filho ou a corn, digo, namorada. Mas toda hora é coisa de imbecil.

E tudo isso acontece porque todos envolvidos com o futebol esqueceram da única parte que realmente importa nisso tudo, nós torcedores.
 



nós fomos na fazendo visitar o bucuru com o Denner Gomes | sigam-me os bons


Calendário Ideal

Terça, 16 de Setembro de 2008

O Ricardo Teixeira poderia parar de escalar o Ronaldinho Gaúcho para a Seleção e fazer algo que preste, tipo criar um calendário melhor para o futebol brasileiro. Eis aqui uma sugestão.

Campeonato Brasileiro - A Série A deveria ter 20 times, começar em agosto e terminar em junho, com parada em dezembro para férias. Os jogos seriam disputados só nos finais de semana e no esquema pontos corridos, todos contra todos, turno e returno. Os 4 últimos caem, os 4 primeiros vão para a Libertadores e do quinto ao décimo vão para a Sulamericana. A Série B deveria seguir os mesmos moldes e a C e a D deveriam ser regionais até a fase final. Vagas para a Copa do Brasil poderiam ser distribuídas para os primeiros colocados das divisões de acesso.

Campeonatos Regionais - Deveriam ser curtos, disputados apenas no meio da semana, a cada 15 dias, entre fevereiro e junho. Divisão em grupos para diminuir o número de jogos e esquema mata-mata, bem injusto mesmo. Os dois primeiros se classificariam para a Copa do Brasil. Estados com maior prestígio poderiam levar 3 times, enquanto os com menor poderiam levar apenas 1.

Copa do Brasil - Deveria ser disputada entre agosto e novembro, esquema mata-mata, jogos apenas no meio de semana, a cada 15 dias. O campeão se classifica para a Libertadores.

Sulamericana - Dividiria os meios de semana (jogos a cada 15 dias) com os campeonatos regionais, entre fevereiro e junho. Os times classificados por causa da posição intermediária obtida no campeonato nacional anterior jogariam em esquema de grupos e mata-mata. O campeão teria uma vaga na Libertadores para dar sentido a essa merda de campeonato.

Libertadores - O mesmo esquema de hoje, mas com os jogos disputados no segundo semestre, a cada 15 dias, dividindo os meios de semana com as Copas nacionais (que deveriam ser instituídas em todos os países). Campeão e vice iriam para o Mundial. E o México que dispute a Concacaf.

Mundial - Primeira quinzena de dezembro, com dois times da Europa, dois da América do Sul e mais a escumalha que quiserem.

Assim, todos os times jogariam no máximo duas vezes por semana, o mês de dezembro serviria de férias, menos para os times que vão ao mundial, que poderiam compensar em janeiro, e julho sempre serviria de pré-temporada ou ficaria vago para não atrapalhar o calendário em época de Copa do Mundo, Copa América e essas coisas todas. Fora isso, todos os campeonatos teriam sentido, pois seriam classificatórios para um maior, os jogos da Seleção seriam encaixados em rodadas vagas, no meio ou no fim de semana, e os times pequenos jogariam o ano inteiro ao menos nos campeonatos nacionais de acesso. Ah, e os que não conseguirem entrar nem na Série D? Eles que se danem.

É isso! Mas o Teixeira está preocupado? Demora! E todas as confederações sulamericanas vão se unir? Demora mais ainda. Mas que seria bem bão, isso seria.

Puts, esqueci de arrumar uma data para o Maria Quitéria...



Tá lá um corpo estendido no chão por Dr. Peçanha | E que golaço


Uma breve análise sobre o glorioso esporte bretão

Terça, 16 de Setembro de 2008

Fierro sofre com frio, mas elogia chope
 

Lendo a reportagem, a gente percebe que é o novo contratado do Flamengo. Que ele foi indicado pelo Valdívia. O que, automaticamente, explica o fato de gostar do chope. Esqueceu de mencionar a predileção por camareiras.

Sem Valdivia, Diego Souza, livre, cresce
 

E por falar em Vadívia, com a saída dele aconteceu o que só eu já sabia. O Diego Souza volta a jogar um bolão e prova que “El Mago” tava mais pra gringo meia boca cai cai do que qualquer coisa. Nos últimos 7 jogos do D. Souza, ele foi melhor do que todo o tempo que o Valdívia passou no Palmeiras.

Zelão gostaria de ter ficado para ajudar
 

Daí o Zelão diz que é corintiano e que gostaria de voltar e ajudar o Timão. A maior prova de corintianismo dele seria falar que quer ir pro Palmeiras. E reviver a zaga com Betão, Zelão e Fábio Ferreira. Se os dois ex-companheiros não topassem, fazer um trio com Leonardo, Alexandre e Zelão já estaria bom.

Cristiano Ronaldo e Messi na briga pelo posto de melhor
 

Faltou o Vadívia na parada para juntar as três maiores farsas do futebol mundial. Cristiano Ronaldo é um Tiba piorado. Messi, um Edmilson fora de posição. Valdívia, Alexandre Nardoni de chuteiras.

Rogério Ceni dá uma canja e incendeia o "Bem, Amigos!"
 

Ontem assisti a boa parte do Bem, Amigos!. Uma vergonha alheia generalizada. O Nasi tá cada vez pior (apesar de continuar lindo fisicamente), tocando covers ointentistas em ritmo de blues. Para piorar a vergonha alheia, tava o R. Ceni por lá. Ele resolveu explicar porque se ajoelha tanto e ainda deu uma canja com o Nasi. Ficou ridículo, mas melhor que o Nasi solo. É bem verdade também que o Nasi no gol é melhor que o R. Ceni.

 



psicografado por Sérgio Vinícius | Comente


A decisão

Segunda, 15 de Setembro de 2008

O torcedor liga para casa.
Depois de uma semana desaparecido.

- Marilda?
- Torcedor, onde você está?!
- Quanto foi a final, Marilda?

Disse que iria à decisão do campeonato.
Não voltou mais.

- ah Torcedor...

Não deu tempo de dizer mais nada.
Ele desligou.

bibibi e bóbóbó por: Xandão | 2 já xingaram o técnico


A chance

Sexta, 12 de Setembro de 2008

Naquele trânsito quase parado, o torcedor fanático, de repente, olhou para o carro ao lado e viu o centroavante de seu time ali, como ele, também preso naquele engarrafamento.

Houve uma vez, ainda quando criança, que foi ao estádio num dia sem jogo e conheceu um de seus ídolos. Agora, apenas pela segunda vez na vida, estava perto de um jogador que defendia suas cores.

Foi tomado por uma empolgação. Abriu a janela do carro e gritou o nome do centroavante. Trocaram sorrisos pouco antes de os carros andarem e, pouco à frente, pegarem lados opostos em uma bifurcação.

Demorou, no máximo, cinco minutos para a empolgação passar. Pensando naquele encontro inesperado, o torcedor começou a lembrar que, havia muito, só reclamava daquele centroavante.

Já havia batido a marca de 10 jogos sem marcar. Em uma das partidas, decisiva em um torneio mata-mata, perdeu um gol daqueles incríveis. Que fazem eco na memória do torcedor por anos e anos.

O sentimento, então, foi outro. Como pôde perder a chance de falar, cara a cara, tudo o que sempre dizia nas arquibancadas ou vendo os jogos pela TV? Aquele atacante fajuto deveria ter ouvido poucas e boas. Raiva e arrependimento para guardar por muito tempo.

O centroavante, também sozinho em seu carro, seguiu para mais um treino com uma sensação de realização. E feliz por haver tanta gente de bem neste mundo.

bibibi e bóbóbó por: Xandão | 3 já xingaram o técnico


Com Júlio Batista e Conezinho Gaúcho não vai dar

Quinta, 11 de Setembro de 2008

Acabo de ver Brasil e Bolívia. Perdi uns 120 minutos da minha vida - os 90 do jogo e mais uns 30 por ter fumado três cigarros durante a pelada.

Em meio a esse mar de nada, de dois ou três chutes a gol (2 da Bolívia, 1 do Brasil), conclui que não iremos muito longe (sim, vamos à Copa, mas daquele jeito) devido a dois homens-chave na seleção: Ronaldinho Gaúcho e Julio Bastista.

O Gaúcho está lento, gordo, mal consegue bater na bola. A bunda dele só é menor que os dentes. Se ele recuperou a "alegria de jogar", que o Galvão tanto tenta enfiar goela abaixo de todo mundo, ninguém sabe.

Mesmo porque, pela Seleção, ele nunca jogou nada. Talvez uns 10 minutos naquele Brasil x Inglaterra de 2002 e uns 45 minutos naquele Jogo da Paz, contra o Haiti.

Se ele é a nossa esperança, fodeu. Quando ele era bom, não jogou bem pelo Brasil. Agora que tá na lama é que não vai resolver mesmo. Mas a CBF manda escalar, a Globo endossa e é o que temos.

Já o J. Batista, até minha vó sabe, não tem cabimento vestir a camisa amarela. Menos cabimento ainda tem ele vestir e ser o melhor jogador em campo. Pior ainda é pensar que ele é o melhor jogador em campo sempre que entra, desde que começou a Era Dunga como "técnico-volante" da Seleção.

Quando J. Batista é o melhor e o Gaúcho o pior de um time, que no caso é a Seleção Brasileira, é sinal de que vai começar a chover Kombi em Osasco e, sim, o final do mundo começou.

Não entrarei no mérito de jogadores como Josué, Lucas, Elano e Diego vestirem a camisa da Seleção, mesmo porque até Mozart, Zico, Leomar e Dedé já a vestiram e é tudo do mesmo nível.

Preparem os capacetes, as Kombis estão chegando. Graças a Deus, por Osasco.



psicografado por Sérgio Vinícius | 6 comentários


Tradição

Quarta, 10 de Setembro de 2008

A vida tinha proporcionado a ele a felicidade inexplicável de ter um filho menino. Naquele momento, logo após o som estridente do primeiro choro, tudo teve um novo significado.

Ao mesmo tempo, o novo, em segundos, o fez reviver sentimentos puros da infância, o fez sentir-se no colo de sua mãe novamente, a proteção do abraço de seu pai, as suas primeiras lembranças de ter existido. Emocionado, caiu em prantos.
 

Algum tempo depois, não mais do que 3 meses, percebeu o quanto aquele fato o fez entender o verdadeiro valor de seus pais.
 

São-paulino doente entendeu, não mais por acaso, o verdadeiro valor da tradição familiar de torcer pelo mesmo time do seu pai. Tudo ficou muito claro.
 

Apesar do esforço, de todas as tentativas, seis anos depois, seu filho, de forma inacreditável, declarou-se palmeirense. Caiu em prantos, quase enlouqueceu. Questionou o que havia feito de errado. Aquilo era impossível de acontecer.
 

Algum tempo depois, não mais do que 3 meses, entendeu que toda tradição um dia é quebrada. Na verdade, nunca entenderá o porquê. 

 



Por Rodrigo Planet | 4 disseram


Desilusão

Segunda, 8 de Setembro de 2008

O início da adolescência fora marcado já por uma grande paixão. Morava com os pais no oitavo andar de um prédio no centro da cidade. Havia outros três apartamentos no mesmo andar. Em um deles, um jovem casal. Ela, morena, cabelos lisos, olhos marcantes, corpo perfeito. Ele, nem fazia questão de lembrar.

Em geral, porém, apenas sonhava com a vizinha. Em um ano a havia visto duas ou três vezes no elevador ou no corredor do andar. E, além dos sonhos ou dos raros encontros, ouvia muito sua voz. Quase sempre em brigas e discussões com o marido. O jovem casal parecia não se importar com os vizinhos e expunham suas diferenças para todos ouvirem.

Ele gostaria de ter coragem, e idade, para ir até o apartamento dela, socar o vizinho briguento, como se as discussões fossem apenas por culpa dele, e arrancar de lá sua musa. Mas, obviamente, era apenas um observador daquela situação.

De tanto ouvir, conhecia já alguns dos gostos do casal. Sabia, por exemplo, que cada um era torcedor de um dos dois grandes times da cidade. O que o fez esperar por uma nova grande briga naquele final de ano.

Depois de muitas temporadas, os dois rivais finalmente voltariam a se enfrentar na decisão de um campeonato local. O que, certamente, seria um motivo a mais para nova briga. Num domingo à tarde, acompanhou com diferente interesse a final do torneio. Os gols saíram. Mas nada se ouvia do apartamento vizinho.

Fim de campeonato. Barulho nas ruas, em prédios próximos, mas nada dos vizinhos. Não aguentou a curiosidade. Silenciosamente deixou seu apartamento e se arrastou até a porta do jovem casal. Ouviu um choro baixinho. Do marido. A voz dela, de consolo. Alguns sons não compreendidos. Naquele dia, tão cedo, perdeu a esperança no futebol.



bibibi e bóbóbó por: Xandão | 4 já xingaram o técnico