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Vida de CasadoTerça, 13 de Junho de 2006* Texto publicado originalmente na seção Pacientes terminais Minha vida de solteiro ficou para trás. Já faz um bom tempo. Se me perguntarem se eu sinto saudades direi com plena convicção que não. Como tudo que nos acontece, temos que aprender a tirar o melhor de cada vivência e crescer com os erros de cada etapa pelas quais passamos.Existem pessoas que são solteiras. Outras estão solteiras. Eu me encaixava no segundo grupo. Na semana em que comemoramos o Dia dos Namorados, falar sobre ser solteiro me parece tão incongruente quanto simplesmente pensar em ser solteiro. Talvez eu não tenha sido talhado para isso. Alguma coisa na minha genética não permite. Claro que eu gosto de ter os meus momentos de solidão, parar e ficar comigo mesmo, pensando nas minhas coisas. No desenrolar dos pensamentos eu acabo invariavelmente chegando à conclusão que as minhas coisas são as coisas de uma pessoa a mais com a qual eu quero compartilhar tudo. Quando para pensar também lembro de quando saía com os amigos para beber e jogar conversa fora. Me dou conta de que continuo fazendo isso, mas acompanhado, me divertindo com aquela que vai continuar me divertindo por muito tempo. Lembro das primeiras bandas, dos ensaios, dos shows. Eu não toco mais tanto quanto fazia no passado, mas agora, quando tenho a oportunidade, faço isso dedicando mentalmente cada música para uma pessoa muito especial que está na platéia. Mas principalmente, quando paro para planejar meu futuro, é o meu, o dela e o dos pequenos Barizonzinhos que devem vir. A vida de solteiro ficou para trás. Mas o futuro que se descortina é tão atraente que não há como não se agarrar a ele.
Não dêem muita atenção ao
Tiago Barizon | Uma pitacada
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