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Viajante do tempoTerça, 16 de Agosto de 2005* Texto publicado originalmente na seção Pacientes terminais - Então estou contratado? Meu santo Peter Potamus, que legal! Enfim sou um viajante do tempo. Começo ontem, né? Qual a missão?- Ontem eu esqueci de depositar esse cheque e minha conta estourou. Dá uma passadinha no Bradesco pra mim? - Beleza, mais alguma coisa? - Sim, esses documentos aqui deveriam ter sido entregues em um escritório no centro, mas acabaram ficando na minha gaveta. Leva lá e o pessoal nunca vai descobrir que esquecemos. - Certo. O que mais? - Depois você precisa protocolar esses documentos na prefeitura. Era tudo pra ontem, mas eu estava com a cabeça cheia e não me lembrei de nada. - Hummm. Está parecendo que não há muito glamour em ser viajante do tempo. Esse trampo é de office-boy... - É nada. Você vai gostar. Tem mais um favorzinho que eu preciso. Passa em casa e coloca esse anelzinho aqui em cima do travesseiro da minha mulher. Esqueci o aniversário da patroa e ela ficou furiosa comigo. Nem deu beijinho hoje de manhã. Me quebra esse galho. - Ok. Me dá a chave do DeLorean, então. Vou já. - Bom, na verdade você vai ter que usar a máquina do tempo coletiva. A linha Lapa-Penha passa por ontem. Você pega ali na esquina. - E vou andar de busão o dia inteiro? O pior é que ontem choveu. - Vai lá, vai lá. Amanhã eu te arrumo uma missão melhor. Hoje não está chovendo e talvez eu te mande pra cá. Tô com a impressão de que estou me esquecendo de alguma coisa.
Mentex e
Costela | 4 comentários
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