Blogs do Morfina
Menu Lateral
Perticipe do Morfina Sobre o Site Fala com a gente Acesso o arquivo Participe do Morfina
Home > > Nunca mais outra vez

Nunca mais outra vez

Terça, 26 de Abril de 2005

* Texto publicado originalmente na seção Pacientes terminais

O encontro era no cinema. O combinado era que ela estaria segurando um disquete na mão para ser reconhecida. Não tinha com errar porque ia ser um disquete dos antigos, daqueles de 5/8’’. E o Rochinha-Rochedo estava animado. A Aninha_86 tinha deixado o rapaz louco.

Chega uma mulher com um disquete na mão. Rochinha passa a mão na barba mal feita. “Mamãe! Que belezura!”, pensou. E grudou na moça.
- Aninha_86, é você?
- Não. Eu sou a Acabo de Sair do Banho. Marquei encontro aqui com o Dotadao-SP. Não é você, é?

Rochinha saiu cabisbaixo. Tenso. O que estava deixando a espera ainda mais nervosa era a mulher gorda com aquele leque. Ela não parava de suar, mesmo estando sentada no banco ao lado. Rochinha queria evitar olhar, mas não conseguia. E aí reparou. Aquilo não era um leque, mas sim disquete de 5/8’’.

A Aninha_86 estava bem mais para Aninha_76. Ou, quiçá, 66. E também estava mais para Anão do que para Aninha. Ou, quiçá, Anã.

Rochinha corre para o balcão da lanchonete do cinema. – Uma Jamel, urgente.
- Não vendemos cachaça, senhor.
- Qualquer coisa alcoólica, por favor?
- Temos bombom com conhaque
- Me vê vinte.

O bravo Rochinha era mesmo Rochedo. Não ia fugir à obrigação. Após uma breve reza e uma estranha seqüência de tiques nervosos, mandou ver os chocolates e se apresentou à mentirosa. Rochinha não esperou nada e já lascou um beijo na boca do fubá. Só aí percebeu que ainda não estava bêbado. E descobriu, perplexo, que havia algum bicho morto preso aos dentes da rapariga. “Talvez morto”, pensou, enquanto sentia uma efervescência na boca, como se estivesse comendo um Cebion.

Rochinha percebeu os risos contidos do bilheteiro e tratou de entrar logo na sala de projeção, refugiando-se na escuridão. Ali já não era mais necessário apreciar o nariz adunco de Aninha. Porém no momento em que ela resolveu passar o braço em volta dele, o rapaz descobriu, da pior maneira possível, que ela não usava desodorante (ou que nenhuma marca a domaria).

Dada a dificuldade de Aninha para se ajeitar na cadeira, ela decidiu que o melhor a fazer era assistir ao filme deitada de bruços no chão. Rochinha olhou aquela cena e ficou estranhamente excitado. Levantou o saiote da mulher, deitou-se por cima e esbaldou-se. Aninha não fez sinal de reclamar, o que levou Rochinha a se perguntar se não estaria copulando com uma simples dobrinha de gordura. Não importava, o prazer era o mesmo.

Depois daquela tarde, Rochinha decidiu que dali por diante só marcaria encontro às escuras em bares. No boteco, até a Fofinha-SP_74 tinha parecido mais uma Seios Fartos_82.

(Isso é uma coletânea de plágios)



Mentex e Costela | Comente