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Meu manifesto comunista

Quarta, 22 de Fevereiro de 2006

* Texto publicado originalmente na seção Pacientes terminais

Quando eu estudei comunismo na escola, lembro da professora Magali falando, com sua voz esganiçada, que aquilo não existia. Era pura utopia. Óbvio que existindo a linha utópica, eu me confundia com suas palavras. O que ela queria afirmar, na realidade, é que comunismo de c(piiii) é ro(piiii).

Claro, é impossível imaginar que ninguém é mais dono de alguma coisa que outro alguém, sendo que o tal ninguém pode ter produzido aquilo, por exemplo. Entendeu a frase? É, tudo no comunismo é meio enrolado e cheio de rococós rebuscados para explicar, porque no fim, todo mundo quer sentir-se mais importante que o outro. Eu sempre quis ler o Manifesto Comunista, por exemplo. Vocês sabiam que a primeira publicação deste manifesto foi em 21 de fevereiro de 1848? Há quase 160 anos, precisamente. Exatos 129 anos antes de eu nascer, Marx e Engels sugeriam uma revolução contra o capitalismo.

Não sei se daria certo. Acho tudo uma grande viagem. O próprio povo que seria afetado diretamente pela revolução acabaria querendo tirar uma casquinha a mais para ficar por cima. Ninguém gosta de igualdade completa.
Aliás, fica aqui meu protesto contra a hot area do U2. Minha banda favorita, meu vocalista mais amado, só tenho elogios a eles, com uma ressalva: se eles pregam a igualdade, é muito contraditório haver uma área VIP em seus shows. Principalmente quando eu não sou parte dela.



devaneio de: Sil Curiati | 4! E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!