Blogs do Morfina
Menu Lateral
Perticipe do Morfina Sobre o Site Fala com a gente Acesso o arquivo Participe do Morfina
Home > > Madrugada peluda

Madrugada peluda

Segunda, 14 de Março de 2005

* Texto publicado originalmente na seção Pacientes terminais

Chegou em casa e abriu a geladeira com a intenção de tomar um copo de leite... o primeiro dos roedores orelhudos surgiu por debaixo da mesa e mordeu-lhe um dos calcanhares. Mais assustado do que dolorido, ele esquivou-se com o bicho pendurado, meio que se arrastando.

Conseguiu se livrar daquela praga felpuda e correu para o banheiro. Se trancou lá e começou a pensar de onde poderia ter vindo aquela maldição. Ali na sua cozinha, no meio da madrugada. Foi aí que começou a ouvir aquela musiquinha que vinha em um tom crescente. Aparentemente vinha da rua e era cantada por uma multidão.

MOCIDADE INDEPENDENTE CIDADE SÃO JORGE
COMPOSITORES: ANSELMO DE OLIVEIRA, EVERTON E SAPULHA


Maravilhas e mistérios
É água, fogo, terra e ar
São Jorge Guerreiro
Vai Viajar
No corpo humano pra te encantar

(Oh! O cérebro)
A máquina do pensamento
Desenvolveu-se ainda na pré história
Antigas civilizações, como na grécia
A terra de muitas glórias
A massa muscular
Desafiou o poder da inteligência
São lendas de bravos guerreiros
Que utilizavam toda sua sapiência
Eu sinto o cheiro do amor

O gosto doce do prazer
ouvindo um canto sedutor
Olhos brilham, mãos que tocam
em meu ser
(o prazer)
A fertilidade...
Como na Bíblia crescei e multiplicai
São 6 milhões de habitantes
Neste planeta de colehos irreais
E o homem vampiro
Provou do sangue pra ganhar a vida eterna
Com essa visão carnavalesca
A Mocidade dá um show
Na passarela

(não é a primeira vez que isso me acontece, ter uma letra de música interrompendo meus textos, mas dessa vez esta não é minha. Trata-se da letra de uma escola de samba de santo andré, que disputou este ano. Um amigo me enviou isso, com o intuito que eu ajudasse a entender o significado dos coelhos irreais. Juro que tentei, mas não consegui.)



escrevi e saí correndo: Fábio Inverídico | Dois comentários