|
|
Home >
>
Geopolítica
Geopolítica
Sábado, 23 de Outubro de 2004
* Texto publicado originalmente na seção Pacientes terminais
Voltamos com mais uma parcial das eleições que aconteceram em diversas partes do globo no último final de semana. Alguns resultados são surpreendentes, outros, somente infames.
Começando pelo: - Sul da América... A Terra do Fogo já conhece seu novo governante. Trata-se de Belzebu, que volta a reinar após anos de afastamento da política sob acusação de desvios de verbas e outras malvadezas. Porém, vale ressaltar que a vitória de Belzebu só foi possível devido à cassação dos três candidatos que ocupavam as primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto. Indiciados por alcoolismo, crime considerado grave por aquelas bandas, Hugo, Juca e Ughrrraa ainda podem recorrer da decisão. A oposição acusa Belzebu de ter tentado seus oponentes para ter o caminho livre nas urnas.
Nada decidido nas Ilhas Malvinas, ou Falklands, caso você seja inglês. A disputa continua, voto a voto, entre Sir Arthur Conan Doyle e Battistuta. Pelas regras locais, caso termine empatada, a eleição será decidida na cobrança de escanteios ou corners. O que, devido ao retrospecto dos candidatos, deixa tudo mais embolado. “Ambos são bons de cabeça, né?!”, arisca um indeciso. Enfim, por ser um mistério digno de Sherlock Holmes, a decisão pode pender para a terra da rainha, apesar de Doyle ser escocês. Como forma de protesto, os argentinos, sempre educados, já se preparam o grito de guerra: “vai tomar no kilt”.
- Já nas Ilhas do Pacífico... Em Galápagos venceu a chapa apoiada pelas tartarugas gigantes, partidárias de Charles Darwin. O resultado demonstra que, mesmo depois de anos sem retornar à ilha, até porque já morreu, Darwin ainda tem força junto aos répteis anciãos. “Foi uma verdadeira evolução, a sua teoria”, define Cristina, a líder das tartarugas.
Confirmando as previsões dos especialistas, coelhinho levou com folga e ainda no primeiro turno as eleições da Ilha de Páscoa. Apesar de esperada, a decisão das urnas deixou boquiabertas as tradicionais estátuas da ilha, sempre avessas aos novos costumes. “Este coelhinho é um transviado”, afirmou uma delas à reportagem, preferindo não se identificar. Coelhinho rebate: “já estou acostumado a levar pedradas”.
- De volta à América, porém mais ao centro... Em Barbados, país conhecido pela feiúra de suas mulheres, o páreo está entre ZZ Top e Los Hermanos. Lembrando que, caso a contagem dos votos termine empatada, os texanos levam, já que são mais velhos e têm os fios mais longos. No momento, porém, a vantagem ainda é grande para os cariocas. Um grupo de cientistas políticos auto-denominado “pelas barbas do profeta” afirma ser possível que o nome da banda brasileira tenha confundido a população local e resultado na grande quantidade de votos. “O que, não são de Cuba?”, pergunta indignada M.B., atriz circense veterana e moradora de Barbados, ao saber da origem dos candidatos.
- E nas terras geladas... Na Groenlândia deu Papai Noel, mesmo sob contundentes acusações de que teria coagido seus duendes a votarem nele. Quem acusa é um grupo de duendes revoltosos que trabalhava para Noel, mas rebelou-se ainda quando todos viviam no Pólo Norte. O líder dos duendes, o francês Le Prechaun, diz que não será mais enganado pelo pseudo-bom velhinho: “não acreditamos mais em Papai Noel”.
- Em Petrowood... No Iraque deu Bush com larga vantagem. Tony Blair ficou em segundo, John Kerry em terceiro, seguido de perto pelo Camelo Gerald e o ditador Saddam Hussein. Barrichello abandonou a eleição com problemas. – E quem não os tem, Rubinho? – pergunto eu – e quem não os tem?
- Na bota... A cidade italiana de Torino, sede da montadora Fiat, elegeu novamente Átila para um mandato de quatro anos. Com isso, o tirano volta a ser conhecido como o Rei dos Unos. Putz!
E aguardem, pois após o intervalo, voltamos com mais resultados das urnas:
(Chamadas) - Em Praga, uma eleição com muitas reclamações. - E confira também: Congo, Zâmbia, Gabão e Quênia... é a tão aguardada rodada africana. Parece que a zebra correu solta por lá. (ENTRA INTERVALO)
|