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O tanque de guerra retardadoQuarta, 15 de Março de 2006* Texto publicado originalmente na seção Na sala de espera Gil, o entrevistado desta semana, é um tanque de guerra do exército brasileiro. O artefato parece ter sido muito mimado pelos soldados, já que revelou um comportamento extremamente infantil. Na verdade, o tanque é um pouco débil e, como todo retardado clássico, fala de si mesmo na terceira pessoa. Confira:Morfina – Do que você mais gosta numa guerra? Gil – Atirar! Cabum! Gil gosta de explosão! CABUM! Gil gosta de sorvete também. Morfina – Mas Gil, na guerra geralmente não tem sorvete, tem? Gil – Buááá... Gil quer sorvete! Morfina – Calma, calma. Chicão, vai comprar sorvete. Chicão – Caraio... Tou indo. Pode ser de banana? Morfina – Cê que sabe. Morfina – Pronto Gil, o sorvete vem já já. Gil – Oba! Sorveteee! Morfina – Voltando ao assunto. Você não acha que com a humanidade tão evoluída, as guerras já deviam ter acabado há muito tempo? Não teria o diálogo mais poder do que as armas? Gil – Você falou acagado, hã hã hã. Não pode falar palavrão. Que engraçado. Pode fazer CABUM agora? Morfina – Não Gil, controle-se. Estamos em uma área residencial. Gil – Gil não pode explodir nem um prediozinho? Morfina – Não sinto muito. Gil – Humpf! Você conhece a piada do não, nem eu? Morfina – Ai ai... Não. Gil – Nem eu! HA HA HA. E a piada do pintinho? Morfina – Já chega disso, Gil. Toma aqui o seu sorvete e pode ir embora. Gil – Uipiii! Neste momento Gil simplesmente derrubou a parede e foi embora, passado por cima de todos os carros da rua e dos pedestres desavisados. Foi bem divertido isso, para falar a verdade.
inventado por:
Robinson Melgar | Eba! 3 já me deram atenção
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