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Mingo, o pudimSegunda, 5 de Junho de 2006* Texto publicado originalmente na seção Na sala de espera Tentamos encontrar um legítimo pudim de pinga para entrevistarmos essa semana. Depois de muita pesquisa, conseguimos falar com Mingo. Durante a entrevista, porém, descobrimos que Mingo era apenas um simpático pudim de leite, mas com um passado... Confira essa história aterradora.Morfina – Fala das suas noites loucas, de como é a vida de um legítimo pudim de pinga. Mingo – Mas eu sou um gostoso pudinzinho de leite. Morfina – Como assim leite??? Mingo – Leite, aquele líquido branco, fornecido pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos. Esse líquido, fornecido pelas fêmeas de alguns mamíferos domésticos, como a vaca e a cabra, é utilizado na alimentação humana. Morfina – Falando assim parece bem nojento hem? Além disso, eu sei o que é leite, só fiquei admirado. Me falaram que você era um pudim de pinga. Mingo – Na verdade eu já fui... Naquela época eu era satanista. Raspava o suvaco, pintava o cabelo, bebia porra de macaco e adorava o cramunhão o dia inteiro. Morfina – Eita porra!!! Mas isso não é culpa da pinga. É coisa de doente mesmo. Eu bebo minha pinguinha de vez em quando e não faço nada disso. Mingo – Isso é a voz do demônio falando na sua cabeça. Eu também pensava assim, mas aí entrei para a igreja e deixei essa vida. Foi um momento sublime. Morfina – Ta, vamos mudar de assunto. Quero saber como você conseguiu deixar de ser um pudim de pinga e virar um pudim de leite. Digo, como isso ocorreu fisicamente? Mingo – Ah, fui para a clinica do Dr. Pedro Antonio Gutierrez, em Cuba. Esse médico é famoso por trocar sangue do corpo de atores aidéticos e de rockstars drogados. Achei que ele poderia me ajudar. Morfina – E ele ajudou? Mingo – Sim, e encarou isso como um desafio. A gente sabe que pode confiar num profissional quando vê a foto do Josef Mengele na parede do escritório dele. Morfina – Errr... Certo. E como foi o processo, digamos, de cura. Mingo – A primeira coisa que ele fez foi me moer, o que facilitou a retirada das impurezas. Depois eu fiquei numa caldeira a 300 graus centígrados. Essa parte foi boa porque foi como se estivesse no inferno. Assim, senti que pagava todos os meus pecados enquanto as moléculas de álcool evaporavam do meu corpo. Morfina – Nossa... E como terminou o tratamento? Mingo – Depois ele misturou dois ovos para dar liga, uma lata de Leite Moça... Pode falar de marca aqui? Morfina – Isso é uma zona meu filho, pode falar palavrão, marca, blasfêmia, o que você quiser... Mingo – Deus me livre de blasfemar! Mas, como eu estava dizendo, o Dr. Gutierrez misturou os ovos e uma lata do delicioso Leite Moça, da Nestlé, e me levou ao forno brando por mais ou menos trinta minutos. Naquele instante me lembrei do que Jesus diz nas sagradas escrituras, no livro de São João, capítulo 3, versículo 3. Nosso salvador fala que “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Morfina – Bacana, e o que você acha que vai ter no reino de Deus? Mingo – Te digo o que não vai ter: pinga. Isso é coisa do canhoto. Agora só quero saber de louvar ao meu Deus. Parei de andar com o Amendoim, o Terresmo e o Tremoço. Eles eram influências terríveis. Meus amigos agora são o Cajuzinho, o Beijinho e o Brigadeiro! A gente se diverte a valer, mas sempre de maneira saudável. Morfina –Bom, vamos encerrar por aqui. Tem algum recado que você quer mandar para as crianças que estão lendo a entrevista? Mingo – Meninos e meninas, nunca tomem pinga. Senão vocês podem virar pudins de pinga satanistas que se banham em sangue de galinha. E leiam a Bíblia! Beijos!
inventado por:
Robinson Melgar | Eba! 5 já me deram atenção
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