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Morfina: uma escolaSegunda, 13 de Fevereiro de 2006* Texto publicado originalmente na seção Receita médica Poucas pessoas são tão alheias ao mundo dos jogos quanto eu. Quando o assunto são as cartas, o máximo que arranho é o vinte-e-um, exatamente por ser o mais fácil, mais bobo e mais sem graça. Certa feita passei um final de semana inteiro ganhando um campeonato de presidente em Mogi das Cruzes, mas era apenas sorte de principiante. Voltei para São Paulo e meu alnafabetismo para a jogatina voltou a dar as caras.Sinuca, então, nem se fala. Quando tentei arriscar umas tacadas, segurei o taco de ponta cabeça. Bocha, damas, dominó, truco, pôquer: mal sei do que se trata. Mas faço aqui uma confissão: invejo muito as pessoas que passam noites inteiras apostando até a casa da mãe em mesas lotadas de fichas, pedras e cartas. A aura decadente, a mesa forrada por feltro verde e a fumaça de cigarro vagabundo constróem a atmosfera perfeita para um filme de gângsters. Além disso, claro, tem o fator aposta, que sempre é atraente quando você está procurando desesperadamente por uma alternativa ao trabalho. E eu estou. Sendo assim, vou tentar aprender o máximo possível sobre jogatina durante esta semana. Sei que a corja que compõe o Morfina vai me ajudar bastante neste sentido, já que eles estão todos afundados no buraco e com os dois pés na lama por culpa das apostas em torno de jogos, bebidas e futebol. O profissionalismo é tanto que tem gente aqui que chega ao absurdo de apostar até mesmo a vida amorosa alheia, além das já conhecidas apostas sobre apostas. Sendo assim, minha esperança é que esta semana o nosso querido site seja também uma escola para todos aqueles que buscam dinheiro fácil como eu.
por
Vanessa Marques | 2 alguéns
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