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Lucha Libre! Viva!
Lucha Libre! Viva!
Terça, 31 de Outubro de 2006
* Texto publicado originalmente na seção Receita médica
Há muitos anos entrei para o maravilhoso universo da luta livre, mas não como lutadora. Entrei para empresariar atletas desnorteados e sem visão mercadológica para administrar suas próprias carreiras. E entrei pela porta dos fundos, como é de costume: comecei apostando em lutadoras cholas bolivianas, na cidade de El Alto. Foi uma época muito dura, mas muito gratificante profissionalmente. As cholitas ganharam notoriedade mundial depois que um jornalista da Reuters foi sequestrado e mantido em cativeiro em El Alto, e por falta de coisa melhor para cobrir, acabou fazendo muitas matérias sobre as lutas livres locais. Como é de praxe, coisa estranha vira mania na internet, e em pouco tempo nosso trabalho foi reconhecido nos quatro cantos do mundo.
Mas aí veio a decadência e a nossa modalidade perdeu o destaque. Foi então que arrumei as malas e fui para a Venezuela agenciar cães lutadores mascarados, numa analogia zoófila aos famosos lutadores mascarados mexicanos. Não deu certo. A associação de Lucha Libre mexicana nos processou e ainda apreendeu as máscaras que havíamos contrabandeado da cidade de León, templo do couro mexicano. Deu tudo errado. Os cachorros venezuelanos ficaram magoados e fugiram do canil, sem sequer deixar um bilhete de adeus. Foi aí que eu decidi prestar o concurso do Banco do Brasil pra virar escriturária.
Como vocês, caros leitores, já devem ter notado, eu e o restante do corpo editorial do Morfina contamos com larga experiência no assunto que é tema do site esta semana. Esperamos que vocês compartilhem conosco nossas deliciosas lembranças e, por que não, sintam-se influenciados para praticar este esporte tão limpo, lindo e sublime. Boa leitura!
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