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Texto golpe de emergênciaSexta, 24 de Fevereiro de 2006* Texto publicado originalmente na seção Injeção intravenosa É sexta-feira, o carnaval já vai começar e eu tenho que escrever o texto para segunda-feira. Confesso que não estou lá com tanta vontade de fazer isso, mas vou tentar. Afinal, sou um homem de palavra.Marquito era um tiozinho que não gostava de carnaval... Caralho! Sempre começo esses meus textos do mesmo jeito, falando que fulano era tal coisa. Puta falta de criatividade. Vou tentar variar. Uma boa é entrar já numa parte importante. Entrou em casa e viu confete e serpentina para todo lado. Quando chegou ao seu quarto, encontrou o Rei Momo deitado ao lado de sua mulher... Não, não... Isso está muito sem sentido. Talvez fosse bacana fazer um texto falando sobre um amor de carnaval, ressaltando a efemeridade da vida. Então, por um momento, parou de ouvir o som da bateria. Tudo era silêncio. Ele a via sambando, como se fosse em câmera lenta. Sabia que aquela mulher nunca seria sua... Será? Bom, vou juntar tudo isso e acho que dá alguma coisa. Só vou ter que fazer algumas adaptações. Marquito era um tiozinho que não gostava de carnaval. No feriado, sempre viajava para a casa de sua avó. O problema foi quando ele decidiu voltar antes. Entrou em casa, viu confete e serpentina para todo lado. Chegou ao seu quarto, encontrou o Rei Momo dormindo ao lado de sua mulher. Ficou desolado, mas não fez nada. Saiu para a rua, sentou na calçada e viu um bloco passar. Então, por um momento, parou de ouvir o som da bateria. Tudo era silêncio. Ele viu uma mulata sambando como se fosse em câmera lenta. Ficou triste porque sabia que aquela mulher nunca seria sua, afinal ele tinha sido chifrado pelo Rei Momo, era um perdedor. Decidiu que agora o carnaval seria a sua vida. Foi para o bar e pediu uma porção de torresmo. No próximo ano seria Rei Momo, com certeza. É o que temos.
inventado por:
Robinson Melgar | Um quis ser meu amigo
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