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Relativo
Relativo
Terça, 17 de Outubro de 2006
* Texto publicado originalmente na seção Injeção intravenosa
Tudo é relativo. Até a primeira vez de cada um. Teve o caso daquele garoto que, aos 15 ou 16 anos, encheu a cara com os amigos, pegaram uma prostituta e acabou com a virgindade. O problema é que não lembrava de absolutamente nada no dia seguinte.
Quando, enfim, foi sua primeira vez? Aquela que só existe no relato dos amigos? Ou a primeira vez com sua namorada, tentando ser romântico? Talvez seja uma dúvida que carregaria para o resto da vida.
Ou as primeiras vezes incompletas. Contadas para justificar um possível atraso no início da vida sexual. Teve a primeira vez com o dedo, diria um, ou a primeira vez em que ficaram pelados juntos, diria outra. E por aí vai.
Por isso, tudo é relativo. Até a primeira vez. Algo que poderia ser simples. Houve penetração, foi a primeira vez. Não houve, não foi. Mas não é assim que funciona. As coisas são mais complexas. Mesmo a primeira vez.
Sensação ou Alpino? Não sei. Tudo é relativo. Até a primeira vez.
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