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FantasmaSexta, 13 de Janeiro de 2006* Texto publicado originalmente na seção Injeção intravenosa Fantasmas de mulheres aparecendo por aí em estradas, banheiros, praças desertas etc existem. Há histórias e mais histórias sobre elas. Eu tenho uma para contar. E nada melhor do que uma sexta-feira 13 para isso.Fui atormentado durante quatro anos por uma loira. Linda, charmosa, gostosa, elegante, simpática. Um problema: só eu a via. Pelo menos dessa forma. Foram quatro anos sendo assombrado pela Loira de PP. Por que estou contando isso agora? Pelo tema da semana. Esses quatro anos coincidiram com o período em que fiz a faculdade de jornalismo. A Loira de PP me assombrava nos prédios da Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Tudo começou no primeiro ano. Quando chegava mais cedo, sentava-me numa mureta ao lado da porta do prédio onde estudava. Ficava sozinho por algum tempo e via, subindo em minha direção, a Loira de PP. Ela passava, me fuzilava com um olhar, e seguia em frente. Com o tempo, eu a via outras vezes, mesmo no meio de pessoas comuns. Mas percebia que eu era o único a notá-la. Fiquei constrangido no começo de comentar aquela aparição com alguém, mas não resisti. Todos ficaram sabendo que eu era atormentado pela Loira de PP. Cheguei a pensar numa aproximação, tentar descobrir o que aquela alma queria comigo. Mas, como ela não me fazia mal, acabei desistindo. Fui me acostumando com sua presença. E, por fim, a transformei em minha musa. A Loira de PP. No dia da colação – fui o orador, eu a vi pela última vez. Ela me abandonou. Hoje só a vejo em sonhos. Fico imaginando como seria sua voz caso ela fosse viva. Sinto saudades. Dela. E da faculdade.
bibibi e bóbóbó por:
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