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Conhece alguma juventina?Sexta, 15 de Outubro de 2004* Texto publicado originalmente na seção Injeção intravenosa Luíza, Cláudia e Bruna eram corintianas demais. Gostavam mesmo de futebol e conheciam mais do que muitas outras mulheres. Até podiam conversar sobre o esporte, mas sempre a conversa acabava mal. Brigou tanto com elas que o fim foi inevitável.Tina, Mirian, Silvana e Marcela também torciam pelo Corinthians. Mas não acompanhavam. Poderia ser melhor, mas quando o time delas ganhava, ficavam insuportáveis. Não adiantava argumentar ou tentar justificar qualquer coisa para elas. Não entendiam mesmo. Só estavam felizes com a vitória. E isso ele não pôde aguentar. Carla, Tânia, Carolina e Silvia torciam ou apenas gostavam do Palmeiras. As duas primeiras ele até aceitava. Elas ficavam engraçadas e bonitas quando nervosas com uma derrota alviverde. Largou Carla quando o Palmeiras saiu da fila. Tânia dançou no primeiro título da Libertadores. As duas últimas acompanhavam a família. Aliás, o grande problema. Pais e irmãos eram fanáticos. E as reuniões familiares chatas demais. Caiu fora sempre. Regina, Beatriz e Sabrina eram sócias do São Paulo. Mas viraram torcedoras mesmo por causa do Raí. O fanatismo da primeira, pelo jogador, era tanto que logo ele a deixou. A segunda foi suportável até a compra de um pôster do Kaká. E a terceira ficou no caminho no meio de uma discussão. Ela jurava que o Luís Fabiano era lindo. Alessandra e Mônica torciam pelo Santos. O caso com a primeira foi perfeito até 1995, quando o Santos perdeu o Brasileirão para o Botafogo. Ela ficou tão deprimida que se apegou demais a ele. Fugiu. Com a segunda também tudo estava bem. Mas depois do título santista em 2002, não dava para continuar. Ainda mais quando ela o chamou de Diego sem querer. Teve ainda a Jussara. Linda e torcedora da Portuguesa. Reconhece que a deixou por pressão dos amigos. Não aguentava mais ouvir que namorava uma mulher de bigode. Ainda conheceu a Daniela, carioca linda e flamenguista. Teve a Fernanda, gaúcha e gremista. E também a Solange, soteropolitana e tricolor até a morte. A distância atrapalhou nesses casos. Hoje continua solteiro. Procura a mulher ideal. Não quer saber de torcedoras de outro time. Precisa ser do Juventus. Mas está cada vez mais difícil achá-la na Rua Javari.
bibibi e bóbóbó por:
Xandão | Fala aí meu...
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