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Futebol e superstição andam lado a lado

Segunda, 17 de Abril de 2006

* Texto publicado originalmente na seção Genericos

por Maurício Rito*

Quando se fala em futebol vem à cabeça a superstição. Isso vai desde o atleta profissional até o torcedor nas arquibancadas. As mandingas são muitas, desde do número 13 até o sinal da cruz ao perder um gol. Agora as mandingas mais engraçadas vêm dos torcedores. Eu posso dizer com convicção, já que sou um torcedor que acompanha o esporte “bretão” e sou um apaixonado pelo “Palmeiras”.

Neste ano completei vinte anos de arquibancada. Só para vocês terem uma idéia, tenho em meu currículo quarenta clássicos contra o Corinthians, uns trinta e seis contra o São Paulo, dezenas contra Santos, Flamengo, Vasco e etc. E nessas minhas idas e vindas nos estádios, aprendi a conviver com as mais estranhas superstições. Citarei algumas que faço questão de manter. Vamos a elas:

1) Quando vou ao estádio, ainda no caminho costumo fazer as minhas orações, para que nada aconteça de errado no meu trajeto ao estádio. Talvez uma forma de me proteger da violência que assusta o público nos campos do Brasil afora. E é claro, se a mesma oração servir para ajudar o Verdão, a gente agradece depois.

2) Procuro sempre ir com uma camisa que dê sorte. Se eu for em um jogo com ela e ganhar, a mantenho até ter uma derrota. Após essa derrota, ela vai para a geladeira e fica por lá um bom tempo. Claro que pra isso tenho mais de cinqüenta camisas do Verdão.

3) Com as toalhas de banho é o mesmo procedimento. Já cheguei a ficar quase dois meses usando a mesma toalha. E parece que é uma coisa. Uma vez a minha esposa resolveu colocar a toalha para lavar, não é que o Palmeiras perdeu. Depois disso, ficou proibido pegar as toalhas sem a minha autorização.

4) Ao começar uma partida do Palmeiras, faço por três vezes o sinal da cruz. Isso vale tanto para os jogos nos estádios quanto nas partidas pela TV.

5) Comprar faixa de campeão antes do acontecido, jamais. Tive uma experiência no ano de 86, no Campeonato Paulista. Era um jogo contra a Inter de Limeira. Tudo levava a crer que o título viria. Azar o meu. Gastei uma p... grana com as faixas na porta do estádio. O resto, prefiro não contar.

6) Quando os jogos são fora da capital vem a parte engraçada. O meu sofá. Tenho duas regras para o mesmo. Jogos do Palmeiras, lado direito. Secar o adversário, lado esquerdo.

7) Quando tiver passando um jogo de um rival, que eu quero muito que perca, não assisto o jogo. Um exemplo: Corinthians x River. Quando eles foram eliminados em pleno Morumbi. Lembro-me que naquele dia, assisti a um jogo da Copa do Brasil na Record, e nem no intervalo liguei pra saber o resultado. Uma coisa eu garanto. Deu muito certo. (risos)

8) O pé-frio também é superstição. Quem não tem algum amigo ou parente que se encaixa nesse perfil? E para esse tipo de torcedor eu aprendi uma coisa. Quando ele vier falar que quer ir ao jogo junto com você, tipo decisão, clássico ou um jogo que vale alguma vaga em um campeonato importante, arrume algumas desculpas. Se ele for um grande amigo. Não tenha vergonha em dizer. “Primeiro vamos esquentar o seu pé. Você tem que ir em jogos contra times com menos expressão”. O pé-frio é o pior de todos na mente de um supersticioso.

Bem, as superstições estão aí. Essas citadas acima foram apenas algumas que um fanático por futebol se submete. Às vezes chegamos a um ponto de sermos tachados de loucos. Mas faz parte do seu amor ao clube de futebol. Pelo Palmeiras vale tudo.


* Maurício Rito ganha dinheiro como webdesigner. Mas é um torcedor palmeirense profissional. Sobre seu time, escreve no Fanáticos por Futebol.

    

por Vanessa Marques | 3 alguéns