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Ombudsman vira colunistaQuarta, 29 de Junho de 2005* Texto publicado originalmente na seção Efeitos colaterais O tema desta semana está sensacional. Se já existisse a seção para colaboradores esporádicos, este é um assunto que provocaria muitas brigas para saber quem teria o direito de participar. Até eu, um mero ombudsman, fiquei com vontade. E como odeio passar vontades, vou usar este espaço para fazer isso. E não quero ouvir reclamações.O disquete Nos primórdio da internet, por volta de 1998, gostava de preencher tudo o que era cadastro disponível na web. E naquela época não havia nada de mal nisso. A onda dos spams ainda não havia nascido e tão pouco os crimes virtuais, afinal os hackers não tinham muito o que roubar. Foi graças a um desses cadastros que fui descoberto por uma desconhecida. Ela morava no Jorda, o mesmo bairro que eu láem São Bernardo, e achou estranho encontrar alguém tão próximo dela. Trocamos alguns e-mails e fotos, claro. Foi aí que comecei a me empolgar. A foto recebida era de uma mulher com um belo corpo, em um belo barco e usando um belo biquíni. Era tudo o que eu queria naquela situação. Rapidamente me empolguei, e pedi o telefone dela. Veja o rumo da conversa. [O nome da menina foi omitido por puro e simples esquecimento]. Ela: Alô? Eu: Oi, aqui é o Vinícius. Ela: Ah, oi. Achei que você não me ligaria. Eu: Como não? Depois de ver aquela foto não poderia deixar de ligar. Ela: Risos Eu: Então, acho que agora temos de nos encontrar pessoalmente. Que tal um cinema? Ela: Vou adorar. Por mim, pode ser sábado no Shopping ABC. Tudo bem? Eu: Claro que pode. Mas se a gente não se reconhecer, como vou saber quem é você? Ela: É simples. Vou estar na porta do cinema segurando um disquete, aquele dos grandes. Eu: pausa para risos. Eu: Beleza então. Chegando lá, olhei a menina ao longe e demorei uns cinco minutos para me aproximar. Primeiro, porque a cena dela com o disquete era das mais engraçadas. Segundo, porque aquele belo corpo de outrora já não existia mais. Mas como eu já estava lá mesmo, pensei: vamos nessa. Depois de um cineminha canaleta, a dita cuja resolve tomar um sorvete. Isso mesmo, um sorvete. E a essas horas eu já não via o momento de fugir daquele shopping. Mas tudo podia ficar pior. Foi quando, enquanto ela tomava seu belo sorvete, não parava de falar da avó que havia morrido havia pouco tempo. Isso foi demais para mim. Me levantei e sumi dali. Às vezes, o amor pela internet se transforma rapidamente em ódio pela internet. E depois disso nunca mais quis saber de garotas conhecidas na web.
nós fomos na fazendo visitar o bucuru com o
Denner Gomes | sigam-me os bons
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