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Pelos jogadores na seleção

Terça, 22 de Julho de 2008

E o Robinho caiu fora da seleção olímpica, hein? Justo, porque o Real Madrid tinha direito. Mas injusto, porque todo jogador deveria ter o direito de defender o seu país quantas vezes e quando for chamado.

Muitos defendem que é o time que paga o salário e que na hora que mais precisa o atleta fica de fora. Balela. Nenhum time precisa de atleta agora, no início da temporada, por exemplo, e mesmo assim a ladainha está aí, às soltas. Ah, mas eles têm de se preparar,, tem de treinar, a temporada é longa... Quer dizer que o cara não pode defender o país que ele nasceu em uma competição olímpica, que promove uma integração mundial de povos por meio do esporte, porque ele tem de treinar? Isso é, no mínimo, ridículo.

É que sabemos o quanto a política manda no futebol, mas o certo mesmo seria a FIFA chegar a clubes como Real Madrid, Werder Bremen e Milan e dizer: não quer dispensar jogadores para os seus países? Beleza, não os contrate. Depois de contratar, o azar é o seu.

O custo-benefício que as equipes têm com os atletas (principalmente sul-americanos e africanos) é infinitamente superior a meia-dúzia de partidas que eles deixam de jogar. Isso é ganância, não futebol. Se todos fossem obrigados a ceder sempre os jogadores aos seus países, ninguém deixaria de contratar ninguém. Seriam obrigados e acabou. E mesmo assim o mercado continuaria do jeito que está hoje, ou alguém duvida disso?

Olha o Schalke 04, por exemplo. Ameaçou rescindir o contrato do Rafinha. Rescindi aí. Manda ele embora de volta. Um monte de times do Brasil o aceitaria na boa. E na Europa também, tendo de cedê-lo ou não.

Ah, sim, tem ainda quem vai dizer que torce mais para o seu time do que para a seleção de seu país. Acho até normal. Mas ninguém deixará de torcer para uma equipe porque o jogador foi convocado. Pelo contrário, assistirá à partida da seleção e torcerá ainda mais por ela, nem que for para saudar o cara que defende o seu clube de coração.

Mas, infelizmente, não é assim os dirigentes máximos da peleja pensam. Futebol tem que ser profissional, né? É muito dinheiro envolvido, dizem os defensores dessa política besta. E é mesmo. É muito dinheiro, é muita política, é muita sacanagem. Afinal, divertir o povo, como todo esporte deveria ter como objetivo, serve para quê?



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