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Papai eu não sou gay, sou tricolorQuarta, 23 de Julho de 2008Ontem ouvi um relato no mínimo curioso. Um amigo de infância, amigo mesmo, descobriu que sua vida era uma farsa. Bem, a vida não, mas o time que torcia sim. Desde que nasceu, o pobre diabo foi declarado pelo pai como flamenguista. Roupa de bebê do Flamengo, camisa do Flamengo, bandeira do Flamengo, pijama do Flamengo (nesse caso leia-se camisa velha). É bem verdade que ele nunca foi um entusiasta do futebol. Não sabe a escalação de 81, não sabe os títulos que o Flamengo acumulou e nem diferenciar o Nunes do Adílio - talvez ele não saiba nem quem são Nunes e Adílio. Mas o fato de se declarar flamenguista quando inquirido sobre o clube que torce, já bastava. O problema é que 26 anos depois de vestir sua primeira rubro-negra, ele se descobriu tricolor. A paixão pelo Fluminense estava escondida entre o baço e a vesícula e nesse dia ela resolveu vir à tona. Pronto, da noite para o dia, nosso amigo (a essa altura espero que você já tenha se apegado a ele também) virou fã de futebol e torcedor fanático do Fluminense. A mudança de comportamento é visível. O habitual silêncio nas mesas redondas ganhou voz exaltada para defender as cores do pavilhão tricolor. Nomes como: Conca, Cícero, Gabriel, Thiago Neves e etc, fluem naturalmente da sua boca.
a gerência agradece,
Ricardo Dolla | 2 comentários
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