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Obrigado Leandro Vuaden

Quarta, 13 de Agosto de 2008

O cara fodeu meu time deixando de marcar um pênalti aos 48 do 2o tempo, só que o título deste texto não tem nada de irônico. O árbitro gaúcho com cara de boxeador polonês proporcionou os melhores 45 minutos de futebol que vi em muito tempo.

Leandro Vuaden já chegou ao estádio catarinense como uma atração a mais no jogo. O cara já ganhou fama de ser o juiz que deixa o jogo correr, que não marca qualquer faltinha. E por isso já ganhou perseguidores babacas que dizem que o cara promove a violência nos gramados. Mas espero que ele não mude o seu estilo. Com mais caras como o Vuaden o futebol nacional vai ficar menos insuportável. Se um Avaí vs. Corinthians no meio do pântano parecia um Chelsea vs. Manchester ficou tão legal... imagina um jogo com dois times decentes em um gramado bom...

Digo isso por dois motivos principais;

Primeiro porque nas escolinhas de futebol de hoje os “professores” ensinam a molecada a cair e cavar falta. Não tem nada a ver com malandragem. É uma coisa mais ou menos assim: “Está na linha de fundo sem espaço e sem ter ninguém para tocar? Dá uma freada brusca, espera o encontrão, se joga no chão e já pega a bola com a mão”.

Não estou inventando esse diálogo, um “instrutor” do “Chute Inicial” deu essa dica para o meu irmão que, quando me contou isso, me fez lembrar imediatamente do futebol medíocre do Corinthians que foi rebaixado no ano passado. Lulinha, Arce, Everton Santos e outras mazelas do esporte nacional sempre faziam isso. Depois de criar uma jogada totalmente previsível e inofensiva ao adversário, eles sempre chegavam ali na linha de fundo e faziam de tudo para arrumar uma faltinha ou um lateral. Que nunca davam em nada, que faziam os jogos ficar uma bosta com o Corinthians ganhando, empatando, empatando, empatando, empatando ou perdendo.

O outro motivo para elogiar o “estilo Vuaden” (que nada mais é do que o estilo do futebol normal, sem juiz que todo peladeiro joga) foram os gritos desesperados do Silas, atual técnico do Avaí e eterno babaca-padrão da escolinha do Telê. Ele dizia desesperados para os seus jogadores: “Não cava não, que ele não está dando”. Palmas para a honestidade da frase. E mais palmas ainda para o primeiro tempo do Corinthians vs. Avaí. Quarenta e cinco minutos que só tiveram um gol, mas que tiveram dribles desconcertantes, troca rápida de passes, lançamentos e divididas dignas de comemoração (para um lado e para o outro).

Se todo juiz deixasse o jogo correr assim, haveria jogo. Não aquela nojenta sucessão de simulações de falta que acontecem a cada esbarrão de um cara no outro.



assinalado pelo ex-menino carvoeiro Juliano JuBash | 4 comentários