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Mercenário nada. É burro mesmo

Terça, 2 de Setembro de 2008

Com a maior cara de pau, o Robinho lançou que ficou "triste" porque o Real o usaria como moeda de troca com o Cristiano Ronaldo. Estranho. Eu vi uma entrevista dele na época todo empolgadinho dizendo que seria um bom negócio ir para o Manchester. O United, no caso.

Robinho, que só dá entrevista sem marra para a TV, especialmente para a Globo e para o Mílton Neves, pode até jogar bola no City, mas vai aparecer com uma imagem bem fraquinha, quase apagada, no Guarani da Inglaterra. Um time do interior que sequer é o melhor da cidade. Não, o Ronaldinho Gaúcho não joga por lá. Nem o Zidane. O City é o time do Jô, do Elano e do Gláuber, ex-Palmeiras. Jogadores apenas razoáveis, de segundo escalão. Do Guarani, do São Caetano, do Juventude, da Portuguesa. Para quem fala que quer ser o melhor do mundo, disputar a Copa da Uefa e lutar para chegar na Champions não parece uma boa escolha.

Boas escolhas, por sinal, não são uma característica desse moleque do futebol, que há muitos anos não sabe mais o que é o futebol moleque. Ele fez com o Real o mesmo que já tinha feito com o Santos, quando foi obrigado a abrir mão dos 15% de sua transferência para ir à Espanha. Saiu com fama de mercenário. Saiu sem saber sair, como muitos jogadores e técnicos costumam fazer: Luizão, Luxemburgo, Edmundo. São craques nisso...

Enfim, queria fazer uma coluna metendo ainda mais o pau no Robinho, mas nada vai superar o inspirado texto do Lédio Carmona no site do Globo Esporte. Dá uma lida aqui.



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