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Ayupe e seu nome idiotaQuinta, 3 de Julho de 2008Fale com qualquer cara, de qualquer idade. Pergunte se ele lembra do Ayupe. Se o seu amigo não for o PVC, provavelmente só vai ter memórias pálidas sobre o lateral direito que passou pelo Corinthians entre 1996 e 1997. Mas, com toda a certeza, ele vai dar uma risada irônica ou então soltar um nooooooooosa, com três fileiras de ós. O Ayupe não era tão ruim assim. O problema era basicamente o nome dele, mas esperar o que de alguém que nasce num lugar chamado São João Nepomuceno? Tudo isso não quer dizer que ele fosse bom, quer dizer que ele não era tão horrível. Em 1996, o ano do máximo do trash corinthiano até então, Ayupe disputou 16 partidas pelo Timão. Foram 7 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Uma média tão medíocre quanto seu futebol de "lateral defensivo". Mas o cara não se firmou por causa do nome. Ayupe soa muito ridículo. O cara teria que ser um Ronaldinho Gaúcho da lateral para se firmar com um nome desses. A diretoria, patética como sempre, apostou em um outro nome (literalmente falando). Trouxeram de algum prostíbulo paraguaio o "jogador" Villamayor. Lembre-se, era 1996, o melhor time do Brasil era o Grêmio, que tinha o lateral-direito Arce. O gringo tinha olheiras pretas e um tom de pelo amarelado que fariam o Heródoto Barbeiro parecer um pueril suíço. Rolou uma lenda urbana que dizia que o Corinthians contratou o Villamayor errado. Depois de fracassar com Ayupe e de pagar um micón com o garrincha porteño, o Corinthians ainda apostou em outro nome (também literalmente). Era o lateral Rodrigo do Vitória. Rodrigo é um nome simples, sem nenhum apelo. Mas o Vitória, na época, era a maior grife que um jogador poderia ter. Era como ser formado em Yale ou Harvard. Claro que Rodrigo era um lixo. O time de1996 não ajudava, mas o cara superava expectativas. Não me lembro de nenhum jogador que tenha machucado tantas vezes a cabeça quanto esse Rodrigo. O animalzinho subia errado em todas as bolas e invariavelmente requeria os cuidados de Joaquim Grava. Talvez por isso seu estilo de jogo fosse tão bem definido. Deixava avenidas e buracos na defesa com a mesma freqüência com que perdia a bola de forma estúpida no ataque. Não sabia cobrar escanteio, falta, lateral. Nem fazer uma ligação a cobrar o cara devia conseguir fazer. Enfim, nome por nome e futebol por futebol, era melhor ter ficado o tempo todo com o Ayupe. Apesar desse nome absurdo.
assinalado pelo ex-menino carvoeiro
Juliano JuBash | 4 comentários
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