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Voltar a ser ...Quarta, 7 de Maio de 2008* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor O que falta para voltarmos a ser crianças?E pararmos de nos preocupar tanto com coisas absurdas e sem sentido, com coisas que só passamos a nos preocupar depois de “crescidos”? Quanto ainda falta para sairmos pela rua dançando, cantando, correndo... Sem pensar em quem vai notar, o que vão falar, quais as conseqüências... E que conseqüências tão evitadas por nós são essas? O que é ser normal? Andar na mesma linha dos outros tantos bilhões, ter os mesmos desejos, acreditar nas mesmas coisas... Por que queremos o mesmo? Sempre o mesmo. Nos vestimos da mesma forma, caminhamos da mesma forma, comemos o que os outros comem, pensamos o que tantos pensam que estão certos ao pensar. Quem é o louco da história? Com certeza Raulzito é o maluco no final, mas coitado, foi tão cedo... E em pouco tempo mudou tantos. Até um certo imortal, que um dia já foi diferente. Tudo por não ser normal. Os Mutantes não, preferiram ser loucos e felizes, pensando ser deuses... E ainda estão vivos! Talvez por serem eles mutantes. E será que não o somos todos? E acreditamos fielmente em coisas como casamento, um bom emprego, estabilidade, fama, como se fossem a chave da felicidade. Será? Pode ser o caminho mais comum também. Mas será que a felicidade é comum a todos? E se a felicidade estiver em seguir sem rumo, desvendando o futuro sem esperar por ele? Correr os riscos que surgirem, sem medo? O que nos impede de começar de novo após um erro? O que me impede de ser livre e feliz neste exato momento? Talvez o que é “normal” seja exatamente o que tanto evitamos. O que nos impede de voltar a ser crianças - com tanta coisa pela frente, tantas brincadeiras cheias de aprendizado e alegria, sem barreiras, sem fim - talvez seja essa vontade de viver o mesmo que alguém viveu e disse ser feliz. Falta acreditarmos que somos o que quisermos ser, sem limites. Somos o que sentimos. E andamos sentindo muita velhice em nossos ossos, estamos cansados de ser idosos no coração. É hora de rejuvenescer. É hora de lutar contra a normalidade das coisas e contra essa aceitação de padrões, explodir em vida, sendo o que fomos feitos para ser: eternas crianças.
Canalizado em PVC por
Ivan Volpe | texto abduzido por 2
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