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Visite Nosso ToaleteTerça, 19 de Junho de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Um retrato da personalidade de um estabelecimento é seu toalete. Qualquer um sabe disso. Em particular aqueles mais preocupados com a higiene do estabelecimento – em geral a mulherada. Ainda que bem poucos visitem a cozinha, como se sugere na lei e nas plaquinhas dos restaurantes e botecos, muitos visitam, invariavelmente, o toalete. Seja por necessidade fisiológica, seja por pesquisa antropológica – como é o meu caso. Logo voltam dizendo para a mesa ou pensando para si, na hipótese (1) de deparar com um toalete cheirosinho: “Ah, o banheiro é limpinho, viu, pode pedir a porção de provolone à milanesa”; ou, contrariando, na hipótese (2) de topar com uma poça de xixi, papel higiênico lixa-bunda cor de rosa, privada sem tampo e cordãozinho da descarga encardido pingando, ponderam: “O banheiro é uma lástima, aqui só como salgadinho de pacote. E é melhor olhar bem se a validade não está vencida!”.Porém, mais que a higiene do toalete em si, o caminho para se chegar ao toalete é um indicador legítimo de sua personalidade. Recapitulando alguns botecos que visitei em minha carreira, encontrei alguns exemplos emblemáticos, tais como: Etcétera. Já que a essência do boteco gira em torno fundamentalmente de uma troca de líquidos entre bar e cliente, cliente e bar, nada mais justo que a ida ao toalete revele a essência do boteco para o usuário fiel.
O Aloísio que não é do campo é o
Aloísio da Cidade | 4 leitores já mijaram neste póst
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