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Vida virada
Vida virada
Quarta, 19 de Setembro de 2007
* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor
Nos últimos dias, o mundo do futebol ficou maluco. Bobagens foram feitas e faladas por personalidades históricas e outras nem tanto do esporte. Vamos a elas.
- O Hugo Sanches, maior jogador da história e atual técnico do México, cismou que a seleção de seu país não deve mais jogar com a clássica camisa verde, já que, segundo ele, o uniforme se confunde com o gramado. E foi além: de branco ou vermelho, as camisas que o técnico deseja implementar a partir de agora, o time se multiplicaria em campo. Mamãe, de onde ele tirou isso? Será que de branco os atletas não se confundiriam com as traves? E de azul, com o céu? Outra dúvida: será que é por isso que o Palmeiras resolveu lançar o uniforme Super 15? Ai, ai, ai... Bom, deve ser por isso que o México nunca ganhou nada até hoje, não é mesmo Mr. Hugo? Uma pena que o Jorge Campos parou de jogar com suas históricas camisas berrantes, porque só ele garantiria uns cinco jogadores a mais para a seleção da América Central – que, por sinal, ganhou o último mundial sub-17 jogando de... verde.
- Domingo passado, no Mineirão, a raposa enfrentou o galo, cujo leão escalou o coelho que deu um coice de cavalo no foquinha. No meio desse zoológico, o juiz teve a manha de errar dois pênaltis, um para cada lado. E o seu Leão falou mais uma bobagem para o seu currículo, ao dizer que o Kerlon não pode fazer isso, que é humilhação, coisa e tal. Vai ser mau perdedor lá no inferno, Leão. Sua ranzinza é grande, mas jamais impediu o Robinho de pedalar, o Ronaldinho de chapelar ou o Rivelino de dar elástico. E jamais impedirá o moleque que inventou a jogada mais original dos últimos tempos de fazer o que só ele sabe.
- E o Roger goleiro, hein? É ou não o maior reserva de todos os tempos da história do futebol. Começou a carreira como titular do Flamengo, mas logo preferiu a reserva e foi para o São Paulo ser o eterno banco do Rogério Ceni. Depois, se mandou para o Santos praticamente no mesmo em que o Fábio Costa foi contratado. Permaneceu na reserva alguns anos até que, finalmente, passou a ser titular. E o que ele fez? Foi para o Botafogo. Onde já se viu, com 35 anos, começar a jogar? Que absurdo. Falo isso porque ele começou como titular no Fogão, mas escolheu o time a dedo. Só neste ano, o time do Cuca já trocou 4 vezes o dono da número 1. Logo, logo, ele volta feliz, feliz para o lugar que tanto gosta.
- O Antoine Gebran, vice-presidente do Corinthians, está doidinho para superar o Salvador Palaia, ex-diretor de futebol do Palmeiras, como o cartola que mais falou bobagem em tão pouco tempo no cargo. Depois de dar aumento para o Zé Augusto e dizer que agora o time ia para frente, afirmar que não estava preocupado porque a camisa garante tudo e dizer que o seu elenco não deve em nada para o do São Paulo, o cara teve a coragem de afirmar que o Corinthians poderá mandar seus jogos no campo do Palmeiras. Isso tudo porque quando o Pacaembu entrar em reforma, a partir do próximo dia 15, o Timão ficará sem ter onde jogar. Daqui a pouco ele marca uma auto-entrevista.
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