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Um homem aos quase trintaSexta, 12 de Outubro de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Daqui a menos de dois meses, vou fazer trinta anos. Muita gente me diz que isso é pouco, afinal tenho a vida toda pela frente. Mas eu sei que é mentira. Trinta anos é o início do fim.Se você ainda não se casou aos trinta, com certeza vai ter mais dificuldade de achar a mulher certa. Vai ter que ficar com alguma que sobrar, porque as melhores já foram escolhidas. E olha que eu sempre tive orgulho de ser solteiro. Estou repensando. Se você ainda não ficou rico, pelo menos tem que ter uma expectativa de ficar nos próximos dez anos. Não conheço ninguém que tenha ficado rico depois dos quarenta (a não ser o velho que ganhou na loteria e a mulher mandou matar). E, pelo jeito, não tenho tanta expectativa assim. Então, para os caras com mais de trinta, só sobram as indicações dos amigos. Como eu já queimei grande parte delas, restam os bares. As mulheres que aparecem no balcão, igual ao que acontece nos filmes. Mas você já viu uma mulher que aparece no balcão ser decente? Mesmo assim, isso é uma coisa de Hollywood. Não conheço nenhum balcão em São Paulo em que aparecem lindas-loiras-espiãs-da-União-Soviética. Isso é para filme do 007. Além disso, você também precisa ser bacana para uma mulher dar mole na frente de todo o mundo. E, definitivamente, eu sou gordo e careca, o que não ajuda muito. Ok, ok, isso não é um blog pessoal. Vou tentar me limitar a falar de bares nas próximas quinzenas. Até lá, talvez eu tenha me conformado com a chegada aos trinta. |