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Tripé-de-valsaTerça, 19 de Fevereiro de 2008* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor A dança de salão não é esporte olímpico. O que, para o Fredímio, sempre foi uma grande lástima. Se dançarinos competissem nos Jogos, ele garantiria a medalha de ouro para o Brasil em pelo menos três modalidades, samba, gafieira e xaxado. E quiçá dava para trazer uma prata ou um bronze na salsa e no tango. O rapaz era mesmo um pé-de-valsa.Além das disputas de medalhas, também rola muito sexo entre os atletas na Vila Olímpica. Tanto é assim que os competidores recebem quotas de camisinhas ao chegarem aos alojamentos. E sexo era outra atividade em que Fredímio era campeão. Ou seria, se o Comitê Olímpico Internacional já tivesse incluído a transa como esporte de competição. Sua especialidade quando o assunto era trepar era o ménage à trois, mas também dava para pegar pódio na rapidinha em cama de solteiro ou no torneio por equipes, a tradicional orgia. Dança e sexo sempre estiveram ligados à vida de Fredímio. Por dançar tão bem, sempre conquistou muitas garotas nos bailes. E dos bailes para a cama de solteiro era um passo, como ele próprio gostava de dizer, dando uma sambadinha marota ao terminar a frase. Mas seu sonho olímpico jamais seria realizado. E o pior era que Fredímio sofria ao ver esportes como ginástica artística e rítmica no quadro dos Jogos. Aquilo tudo para ele era atividade de circo, e não esporte. Pior ainda eram o nado sincronizado e os saltos ornamentais. Já que era assim podiam colocar logo mímica ou hidromassagem, reclamava. Fredímio acabou morrendo anônimo para o grande público, trabalhando como dançarino em um Clube de Mulheres, onde exercia com maestria suas duas grandes habilidades. O Brasil perdeu o que poderia ser um grande herói olímpico, mas hoje ele já é reconhecido em justas homenagens como o melhor go-go boy que Copacabana já viu.
Mentex e
Costela | 9 comentários
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