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Time copeiro x Time de pontos corridos

Quarta, 16 de Abril de 2008

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Polêmicas à parte, a primeira semifinal do Campeonato Paulista entre São Paulo e Palmeiras serviu para confirmar algo que defendo há tempos. O time do Parque Antártica, com certeza, é o mais forte no momento em SP, mas certamente ainda não é uma equipe pronta para ganhar finais.
Se o Paulistão fosse por pontos corridos, tenho quase certeza que o Palmeiras o levaria com um pé nas costas – tanto que considero a equipe a grande favorita para abocanhar o Brasileirão. Por enquanto, porém, a pressão por títulos, o Luxemburgo no banco (ele não é copeiro) e a falta de experiência de alguns jogadores podem ser fatais nos mata-matas do Paulistão e também da Copa do Brasil. Gustavo, Henrique, Pierre, Valdívia... Todos eles são jogadores bons, mas pouco acostumados a decisões.
O São Paulo, por outro lado, tem um técnico mais copeiro e um time experiente e acostumado a vencer, o que fez toda a diferença no primeiro jogo. Por outro lado, como um amigo são-paulino me disse ainda na semana passada, a vantagem do empate costuma deixar um time muito passivo, medroso. E é com esse “prêmio” na mão que o tricolor pode se perder e ficar fora da final.
O que poderia ter ajudado mais o Palmeiras seria um possível terceiro cartão amarelo do Jorge Wagner. Afinal, a dupla que ele faz com o Adriano (antes criticado aqui) hoje é uma das mais eficientes do mundo.
Falando em mundo, considero o Manchester o grande favorito para vencer a Copa dos Campeões da Europa, já que é o melhor time do planeta no momento. Mas a equipe sofre do mesmo mal do Palmeiras: é um time muito novo. O Tevez, com 24 anos, é o atacante mais velho do grupo. Rooney, Cristiano Ronaldo e Anderson são mais novos ainda. A diferença é que eles são muito mais sensacionais que os atacantes do Palmeiras e, por isso, podem suprir mais facilmente a falta de experiência.
De qualquer forma, Barcelona, Chelsea e Liverpool, principalmente, podem surpreender e ficar com o título. Classifico os reds, inclusive, como um dos times mais copeiros do mundo. Do mesmo naipe de Grêmio, Boca e, ultimamente, do São Paulo.
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Polêmicas não mais à parte, fiquei com uma pulga atrás da orelha após a semifinal do Paulistão. Sou um cara 97% contra o uso de câmeras para tomar decisões pós-jogo. Mas, neste mesmo ano, em um lance que o juiz não viu, interpretativo, o jogador Kleber do Palmeiras foi suspenso após câmeras o pegarem dando uma cotovelada em um são-paulino.
Achei até justo, mas, domingo passado, em um lance que o juiz não viu do mesmo jeito, igualmente interpretativo, o Adriano fez um gol claramente com a mão. Aí, ninguém cogitou usar a câmera para anular o jogo. Eu acho até que não tem cabimento anular mesmo, mas ambas as situações são infrações de jogo tratadas de forma diferente após o fim do jogo.
Na Alemanha, já anularam um jogo após constatarem, via imagens de TV, que um gol foi marcado sem a bola ter entrado. No Brasil, ainda não há precedentes desse tipo. Eu espero que nem os haja, mas, depois que o juiz apita o final da partida, não seria justo tratar de forma igualitária todas as infrações cometidas em campo?



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