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Sobre ComeçosQuarta, 15 de Agosto de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor Alguns testam a temperatura da água de uma piscina molhando os pulsos e a nuca, para climatizar o corpo. Observam a reação da pele, percebem se seria ou não violenta a mudança de ambiente, e decidem se vão molhar as pernas, caminhar um pouco lá dentro movendo os braços e entrando, vagarosamente, até o pescoço, optando por manter os cabelos secos. Para alguns, não é necessário molhar a cabeça.Talvez molhar a cabeça seja um ato de entrega. Dizem que não devemos deixar um desconhecido, ou pessoas com energia ruim, tocarem na nossa cebeça. Vai ver que enfiá-la embaixo d’água represente isso também. Eu sou do tipo que mergulha, pula, entra com tudo e sorridente. Tira 3 camadas de roupa ao pé de uma cachoeira, sob uma temperatura de 5 graus, e encara a água. Depois passa frio, porque o sol pode ser encoberto por nuvens. Passa desespero porque começa a tremer e a toalha está longe. E mesmo conhecendo as conseqüências deste meu impulso, o prazer de entrar de cabeça ainda me atrai. Até porque, nem todas as águas causam efeitos colaterais nagativos. Algumas abraçam e acolhem. Por que comecei falando do Fim (no meu texto do dia 1º) e terminei no Começo? Já diria a canção... every new beginning comes from some other beginning’s end. Se não acaba, não começa. Se não há vontade de início, não há estímulo para fim. I know who I want to take me home.
devaneio de:
Sil Curiati | Assume que você babou, vai
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