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Resumo da Ópera – I ato

Sexta, 10 de Agosto de 2007

* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor

Ela saiu do trabalho pensativa. Não tirava a noite anterior da cabeça.

Parecia que não queria acreditar que certas coisas ainda aconteciam. Mas
tudo pode acontecer. Tudo.

Repetidas tentativas de olhar toda aquela coisa de fora. Quem enxerga de
fora vê melhor. É fato.

Ainda mais depois das cartas sobre a mesa.

Sentiu medo. O frio na barriga. O disparo. Mas já era a hora. Correr o
risco é inevitável e saudável.

Organizou as possibilidades. Tudo o que vinha acontecendo de uma vez.

Com toda empolgação, percebeu que estava filtrando as informações. O que
era deslumbrante, de repente, perdeu a graça.

Ficou cinza.

Então começou a querer o risco. De verdade.

Sentiu-se livre.

Respirou. Não tirava a noite da cabeça.

Começou a divagar sobre coisas que não haviam acontecido.

Imaginava toda a cena.

Tudo com muita cor.

Sentiu alívio. "Isso é bom."

Não soube ao certo do que se tratava. Poderia ser qualquer coisa. Tudo.

Mas o prazer foi inegável. Muito bom encontrar pessoas interessantes e
saber que, no caso, poderia tratar de tudo.

Ela pensa na trilha.

"Olha o que você fez com ela" 
    



em prosa e verso por Mariana Menezes | Um comentário