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Resumo da Ópera – II atoSexta, 24 de Agosto de 2007* Texto publicado originalmente na seção Coluna do Autor II atoComo agora suportar um mísero segundo sem sua presença? Regar a imaginação. Não esquecer o cenário. Questionar o pedido. Exatamente como ela relatava em seus devaneios R.E.M. Há não ser pelo detalhe torto. Torto. Tudo costumava ser meio torto em sua vidinha. Mas por favor, não agora. Todos os questionamentos atravessaram a mesa em sua direção. Certeira. Maldita ou bendita mesa? Todos os traquejos, assim, meio sem jeito. Tanta coisa incomum, tanta diferença e as sensibilidades em xeque. A vontade de gritar, bem alto, pra que todos pudessem perceber a veracidade. Inclusive os olhos. Impossível esquecer dos olhos cheios de vida e sonhos. Queria tanto estar ali quanto queria voltar. Tarde demais. Manteve as aparências. Sentia-se meio jeca, mas completamente submersa naquele soluço preso. Cheio de emoção. O momento se estendeu num simples e precioso toque. Se pudesse seria um abraço de meia hora. Que por diversas vezes a cruzava e ficava mais nítido. Um dia denso, cheio de surpresas e da bem-vinda a reciprocidade.
em prosa e verso por
Mariana Menezes | Um comentário
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